terça-feira, 10 de maio de 2011

Mau, Tripp, Pin e Tripppin

Dos brasileiros que vivem na Austrália, 83.4% estão de passagem, assim como 68.4% das pessoas que a gente convive por aqui.

Isso significa que temos média de 26 despedidas por ano (uma a cada 15 dias), sendo que, anualmente, ao menos duas perdas são irreparáveis.

Há uns 3 meses, vivemos esse processo intensamente, e o único remédio tem sido aquele engarrafado, vendido sem prescrição em bottle shop, que tomamos em doses industriais toda vez que o Mau está junto.


Sim, meus amigos, Maurício Buchler, o homem, a lenda, vai deixar a Austrália depois de praticamente uma década morando no país e conduzindo, bravamente ao lado do Rapha, a Vibez Brazil e outros esforços culturais.

Essa é das perdas irreparáveis, pela figura única e pelas festas na casa dele, em Bondi Beach, que sempre terminavam em intermináveis jam sessions.


Poucas vezes vi alguém ter tanto orgulho de ser professor e tanta paixão por ensinar. E o Mau, brasileiro que passou anos nos Estados Unidos quando ainda era muito novo - ou seja, tem o melhor inglês destas bandas -, simplesmente ama lecionar o idioma.

Com isso, ele vai. Mas graças a um distúrbio tripolar de personalidade e de vocação, continuaremos acompanhando as aventuras dele pelo mundo, pois a viagem está apenas começando.

É verdade! Internético, "aiphônico" e nem aí com a hora do Brasil, Mau se desmembrou nos personagens Tripp e Pin, e criou o Tripppin (com três p's, por favor), série de vídeos que vem produzindo e continuará fazendo. A ideia é ensinar inglês e mostrar um pouco de cada lugar, como podem ver abaixo.

Estarei acompanhando e disponibilizando novos vídeos e links no blog. Por ora, só me resta desejar toda a boa sorte do mundo, certificar de que alguém o leve pessoalmente ao aeroporto na quina-feira para ter certeza de que não perderá o vôo e também deixo abaixo o mais recente episódio, que tem tudo a ver com os próximos capítulos.

E hoje, a partir das 21h30, não percam a última Vibez Brazil com o Mau, saideira totalmente especial na 89.7 Eastside FM, Sydney. Quem viver, ouvirá (link)!

Good bye for now Mau!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Spanish Film Festival na Austrália e NZ

Esta semana, o Spanish Film Festival chega a sua 14a edição mais forte do que nunca, trazendo filmes da Espanha, Argentina, Chile, Colômbia, México, Panamá, Perú, Bolivía e Venezuela.



O festival passa por seis cidades australianas e se estende pela primeira vez para a Nova Zelândia, mostrando a força do terceiro idioma mais falado no planeta.

O pontapé inicial acontece nesta quarta-feira, 11 de maio, em Sydney, e continua no seguinte esquema:

11-22/maio Sydney
12-22/maio Melbourne
18-29/maio Brisbane
25-29/maio Perth
26-29/maio Adelaide
26-29/maio Canberra
18-29/maio Auckland

Filho de uruguaio e sabendo que o brasileiro, em geral, não dá a mínima para o que é feito em espanhol, pedi ao amigo peruano Jorge Echevarria, um dos caras mais ligados à cultura latino-americana e de língua hispânica na Austrália, dica de 3 filmes que não podemos perder de maneira alguma. São eles:


The Last Circus / Balada Triste de Trompeta - que será exibido nas noites de abertura das cidades australianas, sendo que em Sydney, Melbourne e Brisbane será seguido por drinks e música ao vivo com Los Monos e participação do Oscar Jimenez. As atrações variam nas outras cidades (info).

Chico y Rita - animação sobre o lendário músico cubano Bebo Valdez, que será exibida em Melbourne na quinta, 19 de maio, às 18h45, no Palace Cinema; e em Sydney, no sábado, 21 de maio, às 13h15, no Chauvel Cinema, em Paddington (info).


Brother / Hermano - filme venezuelano que tem o sonho de se tornar jogador de futebol como pano de fundo, e será exibido em Melbourne no sábado, 14 de maio, às 18h30, no Kino Cinemas; em Sydney na terça, 17 de maio, às 18h30, no Palace Norton St; e em Brisbane no domingo, 29 de maio, às 14h15, no Palace Centro Cinemas (info).

Para ver a programação completa e comprar ingressos, clique aqui.

domingo, 8 de maio de 2011

Happy Mother's Day

A todas as mães que acompanham o blog, seja mães com filhos na Austrália, amigas que em brevíssimo serão mães...


... e mães que levam ao extremo o papel: Happy Mother's Day

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ceviche e o chef nômade

Matéria publicada na edição 15 da Radar Magazine com fotos de Guilherme Infante.

Para a primeira receita desta nova fase da Radar, queríamos um prato que representasse bem a América do Sul, tivesse características marcantes e pudesse ser feito ou encontrado na Austrália. Não foi difícil optar pelo ceviche, o carro-chefe da culinária peruana, que une tradição e modernidade.

Por aqui, ninguém melhor do que o chef peruano Alejandro Saravia, formado na única Le Cordon Bleu da América do Sul, em Lima, para falar sobre o ceviche. Alejandro vive na Austrália desde dezembro de 2006 e já trabalhou em restaurantes em Nova York e na Europa, incluindo o londrino The Fat Duck, que ostenta três estrelas Michelin. Em Sydney, passou pelo El Bulli e atualmente é sous-chef do Sails Restaurant, em Lavender Bay (North Sydney), além de proprietário do Taste of Peru, empresa que realiza eventos em diferentes localidades da Austrália, sempre levando a gastronomia peruana e sulamericana.

Simplificando ao máximo, o ceviche é um prato à base de peixe cru marinado no limão e acompanhado de ají amarelo (pimenta peruana) e cebola. Além disso, também é um método de cozimento, conforme o chef explica: “Até o século XVI, os nativos que viviam na costa do Perú tinham o hábito de comer peixe cru, pois desconheciam qualquer maneira de prepará-lo. Com a chegada dos espanhois, eles passaram a usar o suco do limão e de outros cítricos como laranja para cozinhar o peixe.”

Popular também em países como Chile, Colômbia e Equador, não é possível apontar um povoado específico ou data exata de quando o ceviche surgiu. Porém, não há dúvida sobre qual é o mais tradicional: “Podemos dizer que o ceviche peruano é o pai de todos os ceviches, pois usa o método mais autêntico, tendo sabor perfeitamente equilibrado entre todos os ingredientes, sem que nenhum se sobreponha a outro. As variações nos demais países são em função dos ingredientes encontrados em cada um”, explica.

Um dos segredos do ceviche é a qualidade dos produtos, que devem ser frescos. “Você não pode esquecer que são peixes crus”, alerta o chef. “Na Austrália, os melhores disponíveis no mercado são o snapper e o blue eye trevalla, que não têm gosto forte de peixe e também não são muito duros, o que facilita para cortar em cubos”.

De dentro para fora
A cozinha peruana esteve adormecida durante séculos, até que despertou nos últimos dez anos. No início, em função da globalização e o acesso que ela proporciona, depois pela redescoberta do próprio país. “Os chefs passaram a ficar mais curiosos, a ousar mais e também a olhar menos para fora e mais para dentro, tentando descobrir novos ingredientes. No Perú, por exemplo, temos mais de 5 mil tipos de batata. A quinoa fazia parte da alimentação diária dos incas e ninguém nunca viu seu potencial. Hoje, na Austrália, faz um grande sucesso.”

Essas novas gerações de chefs peruanos uniram o conhecimento técnico aos ingredientes locais, preservando a alma da culinária peruana e transformando-a em uma cozinha moderna ao mesmo tempo em que é tradicional. “Tivemos uma primeira leva de bons chefs indo trabalhar ou abrir seus restaurantes nos países vizinhos como Chile, Argentina e Colômbia, depois indo para os Estados Unidos em cidades como Chicago, São Francisco, Nova York e Miami, e nos últimos anos para a Europa em capitais gastronômicas como Madri, Londres e Paris. Agora, chegou a vez da Austrália e é isso o que temos feito através do Taste of Peru,” conta o chef.

O conceito do Taste of Peru é justamente apresentar diferentes estilos da cozinha peruana e sulamericana para o público da Austrália. Por não ter restaurante fixo, Alejandro é chamado de chef nômade, pois realiza cada evento em um lugar diferente, sempre trocando o menu e oferecendo uma nova experiência. Para a Radar Magazine, Alejandro preparou o ceviche da maneira tradicional, diferente da versão contemporânea que costuma fazer. Para acompanhar, fez ostras à chica de jora (bebida inca também usada como molho) e tiradito, uma espécie de irmão mais novo do ceviche, mas de pai japonês e mãe peruana, aos molhos de salsão, ají amarelo e rocoto (pimenta vermelha forte). Os produtos peruanos podem ser encontrados na loja Tierras Latinas, em Fairfield. Para quem deseja comer um bom ceviche sem precisar preparar, Alejandro recomenda os restaurantes The Sardine Room, em Potts Point, e Bentley Restaurant & Bar, em Surry Hills (ambos em Sydney).

Nikkei
Do mesmo modo que a culinária australiana é muito influenciada pela asiática, a peruana também recebeu a sua cota. Pratos tradicionais como o tiradito, que passa basicamente pelo mesmo processo do ceviche, mas é cortado em tiras, pode ser facilmente confundido com sashimi. “No início dos anos 1950, o Perú recebeu sua primeira onda migratória de japoneses, que foram trabalhar na construção de estradas, ferrovias e nas fazendas de algodão e açúcar. Sem conseguirem se adaptar aos Andes, eles ficaram na costa. Acostumados com o Oceano Pacífico, não tardou para assimilarem a cultura local e misturarem com a deles, resultando na hoje mundialmente famosa cozinha nikkei. Eles viram como se fazia o ceviche, o tiradito e o chupe de camarão, trouxeram seus ingredientes, como o molho de soja, e criaram o próprio estilo, que é essa fusão”, explica.

Tirando o chef do sério
Para tirar Alejandro do sério, basta dizer que vai comer tapas de comida peruana: “Vamos chamar as coisas pelo nome correto. Não são tapas, são piqueos. Tapas são pratos da Espanha para serem compartilhados. Não é o conceito. A Itália tem o antepasto, o Brasil as porções e o Perú os piqueos. Por que falar tapas japoneses, só porque a palavra tapas se vende? Vamos começar a apreciar mais o que a gente tem, da meneira como a gente chama.”

Ceviche de snapper
Ingredientes para 4 pessoas
800g de filé de snapper
1 xícara de limão/lima espremido (50% cada)
Ají amarela
1/2 cebola espanhola cortada fina
Caldo de peixe
Sal
Coentro

Acompanhamento:
1 batata doce
1 xícara de suco de laranja
1 pitada de canela
100g de açúcar (raw sugar)

Preparo
Limpe os filés de snapper, corte em pequenos cubos e reserve.

Para a marinada (também conhecida como leite de tigre)
Misture a cebola e o ají amarelo com o caldo de peixe, adicione o sal, o coentro, a mistura do limão/ lima, mexa e reserve na geladeira.

Acompanhamento
Corte a batata doce em pedaços e corte novamente com um molde redondo. Coloque em uma tigela e misture com o suco de laranja, a canela e o açúcar até ficar macio.

Para finalizar
Coloque o peixe em uma tigela redonda de vidro, adicione o leite de tigre e mexa por inteiro, de modo que tanto a batata doce quanto a cebola sejam envolvidas.

Onde comer em Sydney

The Sardine Room
2/31-35 Challis Avenue
Potts Point
(02) 9357 7444
www.thesardineroom.com.au

Bentley Restaurant & Bar
320 Crown St
Surry Hills
(02) 9332 2344
www.thebentley.com.au

Onde comprar os produtos

Tierras Latinas
57 Smart Street
Fairfield
(02) 9723 4446
www.tierraslatinasenaustralia.com


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Convocação Pró-Ovo no Justin Bieber

Atenção! Atenção! (tipo piquete)

Em nome da boa música, em respeito à tradição oitentista da ovada e com sentimento bairrista, convoco todos para um protesto pacífco na porta da Parramatta Childrens Court, no próximo dia 2 de junho. Motivo?

Neste dia e local será julgado o adolescente de 17 anos que atacou os ovos no Justin Bieber, na última sexta-feira, em Sydney.


Sim, meus amigos, o Acer Arena prestou queixa e a polícia localizou o gênio às 7h30 da manhã de hoje, em Bondi Juncton, o levando para a Waverley Police Station. Ele está em liberdade condicional até 2 de junho, dia em que o advogado deverá fundamentar sua defesa nos cinco argumentos abaixo:

1. Justin Biba merece!
2. Foi só uma ovada, crianças e adolescentes fazem isso.
3. Justin Biba merece!
4. O acusado fez isso em legítima defesa da boa música.
5. Justin Biba merece!

Imagino que o Justin Bieber "perdoará" o cara publicamente e pedirá para o Acer Arena retirar a queixa, atraindo manchetes mais do que positivas. Independentemente, nós, Bondisiders, oitentistas e, acima de tudo, amantes da boa música, devemos protestar. Mais! Se tivesse acertado os ovos, eu sugeriria a canonização imediata do adolescente.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Artur Cimirro na Austrália e NZ

Ontem tive a oportunidade de conversar com a senhora Katie Stuart, da empresa de piano Stuart & Sons Factory, e ela me passou duas informações bem interessantes sobre o pianista gaúcho Artur Cimirro, que desembarca por aqui na próxima semana.

Artur vem a convite da Stuart & Sons e será o primeiro brasileiro a testar e se apresentar com um piano nada usual. Em vez das 88 teclas e dos 3 pedais de praxe, ele tocará em um instrumento com 102 teclas e 4 pedais (haja nota, Fafau!). No repertório, 3 prelúdios compostos por ele especialmente para explorar as possibilidades deste piano, e uma adaptação da famosa Tocata e Fuga em ré menor de Johann Sebastian Bach.

Aproveitando a vinda para a Austrália, Artur resolveu passar na Nova Zelândia. Motivo? Há alguns anos, quando tinha 15, Adriano Mann, construtor de pianos, começou a desenvolver o projeto do que viria a ser o maior piano do mundo. O instrumento ficou pronto em 2009 e está instalado no galpão de uma fazenda em Timaru, cidade a 160 quilômetros de Christchurch, ilha sul do país.

Com 5,7 metros de comprimento, cordas bem maiores do que as usuais e timbre modificado, tamanha extravagância fez com que muitos pianistas profissionais torcessem o nariz para o instrumento. Mas não foi o caso de Artur, que ficou curioso e será o primeiro pianista internacional a fazer um recital no piano de Itu (ops, de Timaru). Fantástico!

Eu vou com certeza no recital de North Sydney e convido vocês a fazerem o mesmo. Além de prestigiarmos um brasileiro de talento extraordinário se apresentando no outro lado do Pacífico, é uma ótima oportunidade para sairmos um pouco da caixinha e curtirmos algo diferente.

Ouçam abaixo o que estou falando!


O programa vai variar em cada apresentação e passará por nomes como Liszt, Bach, Stravinsky, Cziffra e Villa Lobos, além do próprio Cimirro.

Newcastle (NSW)
Domingo, 15 de maio, às 15h
The White Room - Stuart & Sons Factory (67 – 77 Mc Michael Street)
Ingressos (Newcastle Musica Viva Fundraising): director@stuartandsons.com ou 02 4961 3771

North Sydney (NSW)
Quinta-feira, 19 de maio, às 20h
The Independent (269 Miller St)
Ingressos a $35 aqui ou pelo telefone 8019 0290

South Melbourne (VIC)
Domingo, 22 de maio, às 15h
Piano Time Showroom (109 York St)
Ingressos a $35 aqui ou pelo telefone 03 9690 5566

Timaru (NZ)
Sábado, 28 de maio, às 14h
Peter & Jane Evans' Alpine Farm (Pareora Gorge Road)
Ingressos a $20 na Artma Spiritual Gallery, Royal Arcade, Timaru - (64) 03 686 9878 ou com Jan Prestidge (64) 03 684 7369

terça-feira, 3 de maio de 2011

Tamboro no Samba Cine Club

A Juliana Frantz, uma das criadoras e organizadoras do Samba Cine Club, vinha falando deste filme há tempos. Primeiro sobre a possibilidade de consegui-lo, já que é incrível, e depois comemorando o êxito.

Hoje chegou o dia, e a única coisa que eu - xavante-paulistano - posso fazer, além de recomendar aos amigos de Melbourne, é lamentar por não estar na cidade.


A partir das 19h30, no Australian Centre for Moving Image (ACMI) - Federation Square, o Samba Cine Club exibe Tamboro (2009), filme de Sergio Bernardes que é um tremendo tapa na cara. De quem? Não sei, pois ainda não vi, mas pelo o que a Ju me falou e lendo a sinopse abaixo, não tenho dúvida.

Documentário que aborda as principais questões sociais e ambientais do Brasil. O desmatamento da Floresta Amazônica, a luta pelas terras no campo, a favelização e a criminalidade nos grandes centros urbanos são projetadas formando um panorama quase muralista de nossa civilização. Do Monte Roraima aos Aparados da Serra, o filme percorre todo o Brasil nos revelando imagens surpreendentes de nosso país.

Caso ainda não se convenceu, veja o trailer.


Ingressos a $14 ($11 concession) no ACMI (8663 2583) ou via internet por aqui.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ataque a Bin Laden e Justin Bieber!

Aproveitando que a redação está aberta: Justin Bieber sofre ataca de ovos em Sydney, mas quem morre é Osama Bin Laden.


E hoje, na Austrália, já é 02/05/2011: 2+5+2+1+1=ONZE!

Tributo ao Manu Chao, Kid Mac e Let's Help Dione Schaaf

Semana começando, chimarrão esquentando e redação aberta!


Nesta quinta, além da festa brasileira no Hugos (post anterior), tem também tributo ao Manu Chao e a nomes do rock sulamericano no Notes (75 Enmore Road). Organizado pelo Oscar Jimenez, do Watussi, o show contará com a presença dos brasileiros Sandro Bueno e Tiago de Lucca, do jamaicano Ras Roni, entre tantos outros. O preço é $15 antecipado e $20 na porta. Mas compre logo, pois deve esgotar.


No sábado, dia 7, a partir das 21h, Kid Mac fará show no Piano Room (Kings Cross) com a participação especial do Mat. McHugh, vocalista do The Beautiful Girls. McHugh participou da gravação e do clipe de "Hear You Calling", o último single do Mac, e esta será a primeira vez que os dois cantarão a música ao vivo. Na sequência, Mat. McHugh segue para o Brasil e para os Estados Unidos, onde fará turnê solo. Vejam o clipe!



Já está no Facebook a página criada para a Dione Schaaf, brasileira que vive na Austrália e precisa de ajuda. Para visitar, basta clicar aqui ou no banner à direita. Se preferir, estes são os dados bancários:

Bank: Commonwealth
Account Name: Dione Gazire Schaaf
Account Number: 10757377
BSB: 062124


Pelo que vi, hoje é o último dia de radio e quimioterapia. Depois é aguardar e se fortalecer para a cirurgia, que acontece em 22 de junho.

sábado, 30 de abril de 2011

Noite brasileira no Hugos

O forró mais fancy de Sydney está de volta. Na próxima quinta-feira, 5 de maio, às 20h, o Hugos (33 Bayswater Road – Kings Cross) fará mais uma noite brasileira com samba e forró ao vivo.



Se você não sabe dançar, não esquenta, pois a partir das 19h tem aula grátis. Falando em grátis, a entrada também é faixa, enquanto que vinho, cerveja e pizza custam somente $5 (noite mais brasileira impossível).

Só fique ligado no figurino, pois se você não deixar bermuda, regata, boné, chinelo e corrente de prata no armário, o guarda-roupas que cuida da porta vai barrá-lo.

Nos vemos lá (tipo fanfarrão)!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Evolution - Clipe do Vote For Mary

O ano de 2011 tem sido bem interessante para o Vote For Mary, banda aqui de Bondi Beach que tem Laura Ribeiro no vocal e guitarra, Armando Manduka na guitarra, Comendador Júlio Araújo na bateria, Mark O’Hare no baixo e Tiger Gontijo em todos os ensaios.

Após abrirem shows para nomes de peso da música australiana como a banda Ganggajang, no final do ano passado, e Chris Bailey (The Saints), no início deste, eles acabam de lançar o primeiro vídeo clipe com grande produção, que vocês vêem em primeira mão aqui no blog.

O nome é “Evolution” e foi totalmente rodado debaixo d'água. Para falar sobre ele e os novos projetos, que inclui gravação de álbum, conversei com a banda. O clipe, recém-saído do forno (no caso, da piscina), está na sequência.

Fale com um pouco sobre o clipe, quando gravaram, quem dirigiu...
O clipe foi dirigido e idealizado pela fantástica fotógrafa do mundo da música Wendy Mcdougall. Toda a ideia de fazer um clipe em baixo d'água nos leva ao princípio da nossa evolução. Bacana foram as 12 horas de gravação batendo perna e engolindo água! Mas com o Vote For Mary não tem tempo ruim...

Este é o primeiro clipe da banda?
"Evolution" é o primeiro clipe da banda que envolve uma produção grande, isso pra gente é um passo importante e a mensagem que a música passa é algo muito forte pra gente.

Recentemente, vocês abriram shows de nomes de peso da música australiana, fale um pouco sobre isso, sobre a responsabilidade...
O fato de dividir o palco com essas lendas do rock australiano é um aprendizado sem palavras. Da postura de palco até as conversas no backstage. A gente aprende muito. Mas acima de tudo, o Vote For Mary quer trazer uma vibração nova, mostrar o que está vindo no mundo do rock e ter o apoio dessas lendas é sempre um sentimento de conquista. A gente sente a responsa sim, mas não diminui a pressão também não.

Fale um pouco sobre o som da banda, em qual estágio vocês estão e para onde estão indo?
O som do Vote é sempre uma caixinha de surpresas! Mas o mais bacana que aconteceu com a banda e influenciou muito o nosso som nesses últimos tempos foi cada um se preocupar menos com si e mais com a união do som dos quatro. Isso deu luz ao "quinto" membro da banda, que é justamente a consequência dessa humildade e união. Daqui pra frente é deixar o quinto elemento falar cada vez mais alto!

Quais são os objetivos para este ano? Parece que vem o primeiro álbum, é isso mesmo? E o Brasil, com 3 membros da banda brasileiros, vocês pensam em tocar lá?
Dois mil e onze é ano de soltar o Vote pra voar. Estamos em período de conversa com uma gravadora e logo logo a gente vai ter mais força no time. Depois do carinho do público com os shows acústicos no Brasil no ano passado, vai ter turnê e gravação no Brasil na segunda metade do ano! Assim que as datas estiverem fechadas, a gente avisa pra galera. Agora é espalhar a mensagem e, se vocês curtirem o som, curtirem o vídeo, passem a mágica pra frente!



quinta-feira, 28 de abril de 2011

Dione Schaaf - Vamos Ajudar!


A exemplo do que tem acontecido com o Leandro Barata, que desde o acidente em Bondi Beach, em dezembro passado, gerou uma onda de comoção e, principalmente, de solidariedade, mais uma vez é hora da gente se mobilizar por um brasileiro, pois, longe de casa, se um não olhar pelo outro, ninguém vai olhar por nós.

A questão é com a paulistana Dione Schaaf, 30 anos, que vive em Sydney e está com câncer no reto.

O problema começou no final de agosto do ano passado, quando a Dione sentiu fortes dores na lombar. Como na época ela estava trabalhando longos shifts numa fábrica onde carregava peso, pensou ser conseqüência disso. Após três semanas de tratamento com um quiroprata, sem melhoras, resolveu usar a passagem de volta para o Brasil e iniciar tratamento lá, já que estava sem condições para trabalhar na Austrália.

No Brasil, foi a um ortopedista, que fez alguns exames de raio-x e receitou anti-inflamatórios. Passou um mês e a dor não cessou. Foi em um segundo ortopedista, que solicitou uma ressonância. O resultado acusou desgaste nas últimas vértebras da coluna, justificando as dores. Como durava dois meses, a crise se tornara crônica, sendo necessário anti-inflamatorios mais fortes e fisioterapia diariamente. As dores diminuíram, mas não desapareceram.

De volta à Austrália, ela seguiu o tratamento fazendo sessões de fisioterapia e RPG. Mesmo assim, as dores continuaram e inchaços muito grandes apareceram na barriga, seguidos de dores mais fortes. Ela foi em um primeiro hospital, que diagnosticou erroneamente “crise de prisão de ventre”. Uma semana depois, em 14 de fevereiro, com as dores cada vez piores e febre alta, ela deu entrada no Royal Prince Alfred Hospital. O câncer foi diagnosticado oito dias depois, em 22 de fevereiro. A internação durou 26 dias e durante esse tempo ela passou por dois procedimentos cirúrgicos iniciais.

Por conta das dores e, posteriormente, do diagnóstico, Dione não trabalha desde o ano passado. Quem está ajudando é a irmã, Roxane, que vivia no Brasil e, assim que soube, deixou o trabalho e tudo para trás para acompanhar a irmã. Ela desembarcou em Sydney em 5 de março, porém, com visto de turista, o que significa que não pode trabalhar. Os pais, do Brasil, ajudam como podem enviando dinheiro da aposentadoria.

Após seis semanas de sessões de quimio e radioterapia, que terminarão em 3 de maio, a dúvida era se voltaria para o Brasil ou se faria a cirurgia para retirada do tumor na Austrália. Em razão da logística e da urgência, os médicos aconselharam fazer por aqui. Está marcada para 22 de junho, com previsão de oito semanas para recuperação e quatro meses e meio de quimioterapia.

Como estava no bridging visa quando retornou do Brasil, Dione não tinha plano de saúde. Para terem uma ideia, a diária no Royal Prince Alfred Hospital para pacientes nesta situação é de mil dólares. Mas, felizmente, após ler carta escrita pela própria Dione sobre a situação financeira, o hospital resolveu bancar todo o tratamento, incluindo as cirurgias. Fantástico!

Mas a questão financeira ainda é complicada, pois nenhuma das duas pode trabalhar e, por mais que o hospital cubra as despesas, elas ainda precisam pagar aluguel, comprar remédios, comida, usar transporte etc.

O objetivo deste post é dividir a história com vocês para que possamos de alguma maneira ajudar a Dione.

Se vocês tiverem ideias, quiserem realizar eventos em prol ou seja lá o que for, vamos em frente. Se alguém quiser traduzir este texto para o inglês, fique à vontade. O importante é espalhar a mensagem para a maior quantidade possível de pessoas.

Já falei com o Sydney Brazilian Social Club (Canarinhos), que na semana passada depositou AU$ 1.927.00 na conta do Leandro Barata referente à Sunshine Cup ($1.590) e ao Futebol das Piranhas ($337), e eles vão se mobilizar. Empresas, associações e o que mais tivermos por aqui, vamos fazer o mesmo!

Em breve será construída página no Facebook com o número da conta, vai ser uma maneira ágil para trocar ideias, atualizar informações, criar eventos e manter contato com a irmã. Passo o link assim que fizerem.

PS: a página no Facebook já está criada. Clique aqui!

Toda a sorte para a Dione e a família!

terça-feira, 26 de abril de 2011

O Barão e o Príncipe

Sim, meus amigos, o barão está de volta!



Quando um xavante-paulistano prepara o primeiro chimarrão do ano, significa que o calor se foi, o frio chegou e, a partir de agora, para esquentar é tomar vinho com a baroa e chimarrão quando estiver sem (sei que os amigos gaúchos vão ficar bravos, mas pra mim - já falei que sou paulistano e xavante - chimarrão é um esporte individual).

E ontem, enquanto abria solenemente a temporada assistindo ao filme The Queen, que passava no Channel 7, travei o seguinte diálogo com a minha flatmate finlandesa.


(O diálogo ocorreu em finlandês, claro, esta é apenas uma tradução livre para o português).

- Pablo, o que você está assistindo?
- The Queen, filme sobre a morte da princesa Diana e a rainha Elizabeth II.
- Sério? Quero ver! Estou tão empolgada com o casamento.
- Você? Finlandesa? Por que?
- Como assim? É um casamento real! Vai dizer que você não está, Pablo?
- Claro que não, Elvira, eu não ligo a mínima para casamento real, família real, nada disso.
- Não acredito, que decepção... Um príncipe vai se casar e você não está nem aí!

Pausa para tomar um fôlego e um mate, pois aí vem a pergunta:

- Mas me diz uma coisa, Pablo, qual é o seu príncipe preferido?

ENTER
ENTER
ENTER

3 ENTER'S para representar o tempo que permaneci engasgado com a erva atravessada na garganta.

- O que? Você só pode estar brincando!
- Brincando? Todo mundo deve ter um príncipe preferido: o William ou o Harry. O meu é o William!


Eu, que já estava preocupado com o rumo que a semana tem seguido com o casamento da sexta, desanimei de vez. Principalmente por estar na Austrália, país cuja maioria simplesmente ainda ama a monarquia britânica e não quer se ver livre da coroa tão cedo.

Parece mentira, mas é verdade! Mesmo não tendo mais poderes jurídicos sobre a Austrália desde 1986, a Grã-Bretanha ainda é a grande mãe da Austrália - enquanto a rainha Elizabeth II a avó.

Em 1999, ou seja, 13 anos após a rainha ter assinado o ato, foi realizado referendo na Austrália para decidir se o país deixaria de ser monarquia para se transformar em república, e o resultado foi um retumbante 55% a 45% para o "Não".

O casamento da sexta, claro, reacendeu os ânimos dos plebeus down under, como mostra pesquisa encomendada pelo The Australian. Segundo o jornal, em abril deste ano, o apoio à república, com 41%, atingiu o índice mais baixo dos últimos 17 anos, quando em março de 1994 estava em 39%. Pior! O índice de quem é fortemente a favor da república não passa de 25%.


A pesquisa só dá uma aliviada pró-república quando a pergunta refere-se ao apoio no caso do Príncipe Charles assumir o trono ao lado da gloriosa Camilla Parker. Neste cenário, 48% responderam que iriam com a república. No caso do William, o príncipe da minha flatmate finlandesa, o apoio à república ficaria em 45%. Mostrando que, por ora, Elizabeth II ainda é a rainha da popularidade por aqui.

Independentemente do que vem pela frente - e sei que será um bombardeio real com as emissoras locais se matando durante toda a semana e, principalmente, na sexta - vou tomando o meu chimarrão com muita pompa e circunstância, enquanto me preparo para o jogaço da NRL desta sexta-feira entre os Broncos e os Bulldogs. Vai pegar fogo! E na sequência tem Rabbithos contra Sharks. Dose dupla na TV!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Bondi Jam e Fernando Aragones no Opera Bar

Você já jogou 2-UP hoje? Se ainda não, corra que ainda dá tempo e aproveite, pois é o único dia do ano em que é permitido jogar cara ou coroa na Austrália, apostando dinheiro, sem ir para a cadeia. Afinal, é Anzac Day, feriado em homenagem a uma das maiores geladas bélicas da história.

Importante: caso não faça ideia do que estou falando, clique aqui.

Bem, mas se você não está nem aí para o Anzac Day e, em vez de se matar de beber em um pub, prefere ouvir música de qualidade, tenho duas ótimas opções.


A primeira, a partir das 18h, é o Fernando Aragones, que se apresenta em trio no Opera Bar tocando um pouco de heavy dub, amorous grunge and samba funky, segundo o próprio definiu.

O Opera Bar, para quem não sabe, é aquele e-p-e-t-a-c-u-l-o-s-o (essa é nova) bar ao lado da Opera House, que oferece uma das melhores vistas da cidade. Entrada grátis!


Já no BB's (78 Campbell Parade), em Bondi Beach, a partir das 20h rola a terceira edição do Bondi Jam, session de blues e rock n' roll organizada pelo Red Slin que tem quebrado absolutamente tudo.

Como diria o Arnaldo, a regra é clara: é proibido ensaiar. De resto, é só aparecer com instrumento e tocar. Caso não tenha, peça emprestado e toque. A sonzeira tem sido violenta e hoje, feriadão pátrio, tenho certeza de que não será diferente.



Grátis para entrar! Grátis para tocar! Guinness a $5!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Checked out @... Noosa (QLD)



Falando em paraíso, de Byron Bay voltei para o estado de Queensland e segui para outro paraíso, Noosa, o coração turístico da Sunshine Coast, ao norte de Gold Coast e Brisbane. Para quem nunca ouviu falar, Noosa é mais ou menos assim.

Imaginem quilômetros e mais quilômetros de praias fantásticas...


... cercadas por quilômetros e mais quilômetros de florestas tropicais.


É tanta floresta tropical e tanto coala que as "otoridades" resolveram criar um gigantesco parque nacional, o Noosa National Park.


Noosa Heads é a cidade em meio a esse paraíso. Num raio de pouquíssimos quilômetros, ela tem as praias de Sunrise e Sunshine Beach a sudeste e leste, respectivamente, o referido parque nacional fazendo divisa com a própria cidade (seguindo a estrada da foto acima), a praia principal (3 primeiras fotos) na cara do gol, uma imensa baía ao norte (Laguna Bay) e, como se não bastasse, o Noosa River, rio que nasce em alguma montanha igualmente paradisíaca e desagua no Oceano Pacífico através de... Noosa, o que significa que boa parte das casas tem entrada para carro de um lado e barco de outro (fotos abaixo).



Porém, como há tempos - parafraseando os Titãs - o homem deixou de ser primata e optou pelo capitalismo selvagem, além do centrinho comercial para suprir as necessidades básicas dos moradores e turistas, ele também resolveu colocar uma Oscar Freire no meio da cidade. Isso mesmo (se você não é de São Paulo ou nunca ouviu falar nessa rua, pergunte para aquela amiga paulistana da sua tia-avó)!


Uma Oscar Freire com toque praiano, é verdade...


... mas Oscar Freire (pronuncia-se Óscar Frêir).


Falando em São Paulo, voltando à Gold Coast para embarcar para Sydney, parei em Brisbane. A cidade, que havia sido inundada no início do ano, parecia São Paulo em época de eleição quando o Maluf era prefeito (ou seja, um canteiro de obras). Mas diferentemente, era por uma ótima causa: reconstruir o estrago causado pela natureza.

E, coincidentemente, no mesmo dia (quarta-feira, 20 de abril), o governo local lançou a campanha Come Together Brisbane - Brisbane is Better Than Ever, aproveitando o embalo do Queensland is open for business. E de fato está, como podem ver abaixo...


... e no jantar e-p-e-t-a-c-u-l-a-r que o David preparou na última noite da viagem. Queenslander, marido da amiga Mirella, ex-chef e hoje trabalhando na polícia marinha, na Gold Coast, David fez um mackerel, peixe pescado pelo próprio, acompanhado de pimentão vermelho, batata, abóbora, salada e um molho de ervas frescas que quebrou absolutamente tudo!



Thanks a lot David, Mirella, Mari Cardoso, Ozzy Study Brazil and Global Village!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Checked in @... Paraíso


Após mais um check-in (de verdade), cheguei no paraíso. Não estou falando de Surfers Paradise, onde estava, pois sou avesso a trocadilhos, mas de Byron Bay, mais precisamente do Arts Factory, o hostel em que estou hospedado - um oferecimento Ozzy Study Brazil com dica de Suzane Pippi.

O lugar, além de ser cercado por floresta, ter um lago no meio coberto com folhas que parece um gramado e vários animais, também produz a própria cerveja.


É verdade! Estou hospedado no albergue que fabrica artesanalmente a Byron Bay Premium Brewery e, obviamente, possui pub para test-drive. Como o tempo está chuvoso, eu cansado e daqui a pouco vai ter banda ao vivo (sim, a cidade já respira o Blues Fest), passarei as próximas horas imerso no local.

Aliás, acabo de pedir a badejinha de degustação. Preciso ir mas deixo vocês com algumas chapas.