segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ensaio sobre o outono (Sydney)

Das 4 estações, minha preferida é o outono. Na verdade, a primeira parte do outono, aquela mais próxima do verão com céu azul durante o dia e um monte de cores no final da tarde, sempre acompanhado por uma ligeira queda de temperatura. O que não significa que não gosto da segunda parte do outono, que são esses dias mais gélidos e úmidos pré-inverno que estamos enfrentando.

Como Sydney tem um charme todo especial no outono, resolvi dar uma volta em dois dos meus bairros favoritos da cidade, Woollahra e Paddington, e tirar algumas chapas. Fiz isso no último sábado, debaixo de uma fina garoa tipicamente paulistana, e o resultado está abaixo.













































domingo, 30 de maio de 2010

Dois adversários, um vizinho, uma pole e um penetra

Pela terceira vez consecutiva, Mark Webber vai largar na pole position. Sim, Red Bull dá asas e o o australiano está voando. Não duvido que seja a primeira vez na história que um aussie faz três poles seguidas. Pesquisarei! E não vou duvidar se, caso ele ganhe o GP da Turquia hoje à noite, também seja a primeira vez que um australiano vença três corridas na sequência.



O homem é o líder da temporada com 78 pontos. Em segundo vem o alemão Sebastian Vettel (78), em terceiro o espanhol Fernando Alonso (75) e em quarto o britânico Jenson Button (70).

Grid do GP da Turquia
1º Mark Webber (AUS/Red Bull)
2º Lewis Hamilton (ING/McLaren)
3º Sebastian Vettel (ALE/Red Bull)
4º Jenson Button (ING/McLaren)
5º Michael Schumacher (ALE/Mercedes)
8º Felipe Massa (BRA/Ferrari)
15º Rubens Barrichello (BRA/Williams)
22º Bruno Senna (BRA/Hispania)



Duas adversárias da Austrália na primeira fase da Copa do Mundo entraram em campo agora a pouco. A primeira foi a Sérvia, que recebeu a nossa vizinha Nova Zelândia e foi derrotada por 1 a 0.

Sim! Os mesmos kiwis que perderam injustamente para a Austrália na semana passada, venceu o último adversário dos Socceroos no grupo D na casa deles. O gol foi marcado pelo atacante Shane Smeltz, do Gold Coast United. A Nova Zelândia está no grupo F, ao lado de Itália, Paraguai e Eslováquia, e começo a achar que os All White podem surpreender e passar para a segunda fase.



A Alemanha, o primeiro adversário da Austrália na Copa do Mundo, acaba de vencer a Hungria, na casa deles, por 3 a 0, com gols de Podolski, Mario Gómez (sem alusões ao Luca de Verede Tropical) e ele mesmo, Cacau, o brasileiro naturalizado alemão que entrou no segundo tempo e deu mais um passo para se garantir entre os 23 que disputarão o mundial. Aliás, de alemão, o nosso glorioso Claudemir Jerônimo Barretto (foto acima) só tem o passaporte!




Em memória

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Hoje, domingo e Copa do Mundo

Já que hoje é o dia mundial da contagem regressiva para as 17h01, vamos lá: 10, 9, 8, 7, 6...



Quem está na City tem a obrigação de sair da "firrrma" (com sotaque) e fazer hora em algum pub até escurecer (o que não passará de 20 minutos). De lá, segue-se para a Opera House, onde a Vivid Sydney está em seu estado mais bruto. Mas, no caminho, deve-se explorar atentamente os arredores, pois por ali estão espalhadas várias atrações.

Sim! O Vivid Sydney começou ontem, vai até o dia 21 de junho e quem não for não vai para o Céu, uma vez que o evento é uma oportunidade única para se atingir a iluminação. Um oferecimento: EnergyAustralia.



Mais tarde, em Newtown, no Funky Cafe (King St City/Town), vai rolar o "King Aragon III", projeto do grande Fernando Aragones com o músico Simon King. Eles farão um dub & soul acústico, a partir das 19h, que vai quebrar absolutamente tudo!



Na sequência, a Circus de hoje traz a City of God II, balada na The Eastern (500 Oxford St - Bondi Junction) que pela segunda vez terá o DJ V.H.S, da Gold Coast - o mesmo que acompanhou o Marcelo D2 na turnê do ano passado por estas bandas. Ou seja, muito funk e hip-hop com entrada free até às 23h (e depois se vocês enganarem o segurança falando que estão na lista do Igor ou do Gustavo, mas não espalhem).



No domingão, a partir das 18 horas, rola mais uma edição do Cultura Bondi, lá no Beach Road, com show do Samba Australia. A entrada é free mas, por favor, sem call sick na segunda, já que na semana passada, no pós-Jorge Ben Jor, a produção na Austrália caiu 7% em função do call sick made in Brazil.



E falando em Brasil, anotem a programação oficial para os jogos da Seleção durante a Copa do Mundo. Na verdade, são duas. A primeira, organizada pela Fibra e Baluart com apoio da Ozzy Study Brazil, além de outras empresas, vai juntar mais de 1500 pessoas por jogo da primeira fase. Vejam as datas e locais:

Brasil x Coreia do Norte
Local: Home (Darling Harbour)
Festa: terça-feira, 15 de junho, a partir das 23h
Início da partida: 4h

Brasil x Costa do Marfim
Local: Home (Darling Harbour)
Festa: domingo, 20 de junho, a partir das 23h
Início da partida: 4h

Brasil x Portugal
Local: Coogee Bay Hotel (Coogee)
Festa: sexta-feira, 25 de junho, a partir das 19h
Início da partida: meia-noite

Nas três festas vai rolar bandas ao vivo, incluindo Tropical Jam (Geléia) e Samba Australia, além de DJ's. O ingresso custa $10 antecipado na Ozzy Study Brazil e $20 na porta (por festa).




Outra opção é juntar-se a uma multidão ainda maior em Darling Harbour, onde um telão gigante estará montado sobre a água. Sydney, juntamente com Berlim, Paris, Roma, Cidade do México e Rio de Janeiro, será cidade FIFA e abrigará o International FIFA Fan Fest, evento oficial da entidade que mostrará ao vivo e a cores todas as partidas. A entrada é grátis!

Portanto, minhas chapas, meu chapas, programem-se!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Update familiar

Atendendo a pedidos e aproveitando que neste exato momento estou na casa da minha irmã na Central Coast, seguem três fotos recentes dos meus sobrinhos que acabo de roubar do computador dela.

Com vocês, Georgia e Patrick, um ano e quase 7 meses de muita fralda borrada.






Tornadinho

O tornadinho lá no fundo deu o ar da graça na semana passada, mas é a exata sensação térmica, cabalística e espiritual que temos sentindo nos últimos sete ensopados dias.

Se alguém souber do astro-rei, por favor, diga a ele que és muito bem-vindo.



Foto de Fernanda Cury (Tica) tirada em Diamond Bay, Sydney.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Novo site da Radar - No ar!

Já está no ar o novo site da Radar Magazine, a revista português/inglês (ou bilíngue como dizem os mais eruditos) para qual escrevo aqui na Austrália.

Se você está no Brasil e não a conhece, a revista aborda diversos aspectos da nossa cultura, não apenas para os brasileiros que vivem aqui no terceito continente à sua escolha, como também para os gringos entusiastas do nosso país. Pra isso, desde o início a Radar tenta fugir do esteriótipo carnaval, samba, bunda e futebol (claro, volta e meia tem carnaval, samba, bunda e futebol, mas o negócio é mostrar que temos muito mais além disso).



No site, vocês encontrarão desde a primeira edição, lançada em agosto de 2008, até a última, que traz na capa ninguém menos do que o jaqueta 10 da seleção brasileira Kaká, o homem que não pode ter desinteria nas próximas 6 semanas.

Aliás, a Radar sempre tem na capa uma personalidade brasileira. Da primeira a décima, tivemos Vanessa da Mata, Falcão (O Rappa), Ivete Sangalo, Marcelo D2, Seu Jorge, Claudia Leitte, Leandra Leal, Zico, Jorge Ben Jor e Kaká. Na próxima será... (ops)



O site reúne muita informação sobre a Austrália, o conteúdo na íntegra das últimas duas edições, os principais textos das edições anteriores, além de notícias sobre o que de melhor rola por aqui, assuntos relacionados aos brasileiros, fotos das baladas e muito mais.

O site é http://www.radarmagazine.com.au/.

A Radar também está no Facebook e no Twitter. Informe-se e divirta-se!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Austrália 2 x 1 Nova Zelândia

A Austrália acaba de vencer a Nova Zelândia por 2 a 1. Quem não viu o jogo pode pensar: deu a lógica, os Socceroos têm muito mais time, são mais experientes e venceram tranquilos. Não foi nada disso.

O primeiro tempo constrangeu. Tá certo que a Austrália jogou desfalcada do goleiro Schwarzer e dos titulares Harry Kewell, Brett Emerton, Luke Wilkshire, Scott Chipperfield e Josh Kennedy, mas o futebol apresentado foi bem abaixo do esperado. Em 45 minutos, o máximo que conseguiram foi tirar o meia Leo Bertos de campo.

Primeiro numa entrada criminosa do volante Vicenzo Grella, que ficou no lucro ao receber somente um amarelo. Depois com o melhor do time, Tim Cahill, que acertou a outra perna do neozelandês, tirando-o da partida. Sendo um jogo amistoso às vésperas da Copa do Mundo, duas entradas vergonhosas.

Vince Caligiuri


Quem dominou as ações foram os visitantes, que aproveitando-se da lentidão dos australianos, chegavam mais no ataque e abriram o placar aos 16 minutos com Chris Killen, após bola alçada na área que desviou num companheiro e confundiu a defesa australiana. Foi só.

No segundo tempo, a Austrália voltou melhor. O técnico Pim Verbeek fez várias substituições e o time passou a tocar a bola com mais velocidade, jogando mais próximo da área adversária. Aos 12 minutos, em boa trama pela direita, a bola sobrou dentro da área para o jaqueta 10 Dario Vidosic, que pegou de primeira batendo para o chão. Belo gol.

Após o empate, o ritmo caiu novamente, poucas chances foram criadas e quando parecia que nada mais aconteceria, Carl Valeri meteu uma bola sensacional para Brett Holman, que virou a partida já nos acréscimos, liquidando os neozelandeses e garantindo uma vitória, cai entre nós, nada merecida.

Final das contas, 2 a 1 Austrália, que vai precisar evoluir muito se quiser passar da primeira fase. O próximo amistoso, na África do Sul, contra a forte Dinamarca, vai ser um ótimo teste. Já a Nova Zelândia, apesar de ter jogado muito acima do que eu esperava, terá motivos de sobra para comemorar se conseguir arrancar um empatezinho de Itália, Paraguai ou Eslovênia no grupo F.

Socceroos x All Whites

Hoje à noite, as seleções de futebol da Austrália e Nova Zelândia fazem o último amistoso antes de embarcarem para a África do Sul. A partida será no Melbourne Cricket Ground, às 19h30, e vai ser a primeira transmissão em 3D da história da televisão australiana (caso não tenha FOXTEL e uma TV HD 3D, confira a programação do seu local pub - estaremos no Robin Hood).

Photo: Vince Caligiuri


Os Socceroos, que já não são uma potência, jogarão desfalcados de alguns dos principais jogadores como o ex-meia do Liverpool Harry Kewell e o centroavante Joshua Kennedy. Já o goleiro Mark Schwarzer e os meias Brett Emerton e Tim Cahill, a estrela do time, são dúvidas. Mas eles devem passar pelos All Whites, que são muito menos potência ainda.

A Austrália vai para a sua terceira Copa do Mundo (1974 e 2006), enquanto a Nova Zelândia para a segunda (1982). Ambas já enfrentaram o Brasil na competição. A Nova Zelândia, em 1982, perdeu por 4 a 0 (gols de Zico <2>, Falcão e Serginho Chulapa), e a Austrália, na última edição, foi derrotada por 2 a 0 (gols de Adriano e Fred).

A Austrália ainda fará dois amistosos antes da estreia contra a Alemanha, em 14 de junho, pelo grupo D. O primeiro diante da Dinamarca, em 2 de junho, e na sequência contra os Estados Unidos, em 6 de junho.

O provável time titular para a Copa é: Schwarzer (Fulham), Chipperfield (Basel), Neill (Galatasaray), Moore e Wilkshire (Dinamo Moskva); Grella (Blackburn Rovers), Culina (Gold Coast United), Emerton (Blackburn Rovers), Cahill (Everton) e Kewell (Galatasaray); e Kennedy (Nagoya Grampus). O técnico holandês Pim Verbeek joga no 4-2-3-1, com 4 jogadores na defesa, dois volantes, três meias de ligação e um atacante.

Além da Alemanha, também estão no grupo Sérvia e Gana.

A pergunta que não quer se calar é: irão os All Whites fazer o tradicional hacka antes do jogo?

domingo, 23 de maio de 2010

Dica de leitura: 15 Days In June

Galera, não dói, não mata e não tem contra-indicação.



Há pouco mais de 15 dias do início da Copa do Mundo (sou jornalista, não sei fazer a conta exata de quantos faltam), segue uma ótima dica de leitura:

15 Days In June: How Australia Became a Football Nation (Hardie Grant Books)

Nesse livro, o jornalista especializado em futebol Jesse Fink conta sua experiência acompanhando os quatro jogos da seleção australiana na Alemanha, durante a Copa do Mundo de 2006.

Jesse detalha cada partida e os bastidores, incluindo a derrota para o Brasil por 2 a 0 e a sofrida eliminação para a Itália, nas oitavas-de-final, quando os futuros campeões venceram no último lance do jogo em um pênati mais do que mandrake.



Jesse vai além e retoma a dura classificação para essa Copa, em novembro de 2005, quando os Socceroos conquistaram a vaga nos pênaltis batendo o meu Uruguai, em Sydney. Feito histórico, já que não participavam de um Mundial desde 1974.



Ele também mostra a resistência no país em relação ao soccer, os avanços conquistados nessa área (principalmente com o desempenho na última Copa) e os interesses por trás da mudança da Football Federation Australia para a Asian Football Confederation, ocorrida em primeiro de janeiro de 2006, que transformou a Austrália em um país asiático no mapa-mundi do futebol.

No final tem uma relação bem bacana com todos os jogadores que passaram pela seleção australiana desde 1922, incluindo o nosso grande Agenor Muniz (abração, mestre!).

O livro está à venda nas principais livrarias e pode ser encontrado e retirado gratuitamente nas bibliotecas públicas.

Aproveitem sem moderação!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

3 dicas para a sexta e 1 agradecimento

Sei que o blog está muito musical (o que é bom), mas é fase (provavelmente os ares do Jorge Ben Jor, que se apresenta domingo). Aliás, não há mais ingresso para pista. Se você, como bom brasileiro, deixou para comprar na última hora, a solução chama-se cadeiras (é o mesmo preço e estará à venda na porta).

Bem, sexta-feira movimentada hoje.



Se eu conseguir terminar tudo o que tenho, pretendo, às 18h15, estar com uma cerveja na mão (ops, preciso ver se vai ser permitido) em frente à concha acústica que montaram sob a água de Darling Harbour. É verdade! Hoje começa o Darling Harbour Jazz & Blues Festival, que vai até domingo, e às 18h15 subirá ao palco ninguém menos do que o grande multi-instrumentista James Morrison.

Natural de Boorowa (NSW), ele é um dos maiores trompetistas do planeta, o primeiro australiano a tocar com o mestre Dizzy Gillespie, e tem no currículo passagens com Arturo Sandoval, Wynton Marsalis, Ray Charles e Frank Sinatra, só para citar alguns.

Falando em Ray Charles, a apresentação de hoje chama-se Motown Show, o que significa que ele tocará alguns dos maiores petardos negros da segunda metade do século XX (entenderam porque eu quero estar em frente à concha acústica com a cerveja na mão?).




De lá é pegar um trem para Marrickville e curtir o Samba Mundi, banda de um dos músicos mais requisitados por aqui, o pianista australiano Marcello Maia, que mistura samba com jazz, com groove, com música latina, enfim. Não por acaso a banda tem um japonês que quebra absolutamente tudo no baixo, o Sandro Bueno na percussão e mais 4 músicos, um brazuca e o resto gringo. Tenho o CD (acima), que é ótimo, e ao vivo é ainda melhor. O show acontece no Qirkz 103 (103 Railway Pde esquina com Marrickville Rd), uma das casas mais quirk (com trocadilhos) de Sydney, a partir das 20h. Ingressos entre $20 e $25.



De Marrickville é voltar de trem para Bondi Junction e sair direto na The Eastern, onde a Circus de hoje traz Nino Brown, o melhor DJ de hip-hop do terceiro continente à sua escolha. O cara, membro do grupo internacional de DJ's The Chief Rockers, é simplesmente um monstro. E o melhor é que a Circus oferece: entrada grátis até às 23h, drinks a 5 doletas até à meia-noite e por aí vai. Para quem realmente está na pegada, vai ter festa das escolas de inglês ACE e SELC.



Antes de finalizar, gostaria de agradecer não só em meu nome, como também da Paola, Balu, Raphael e Mau a todos que foram ontem no The Pitanga Project. A festa foi demais, a casa estava cheia, e, apesar dos problemas com o som, foi e-p-e-t-c-u-l-a-r ver a Rafa (foto abaixo)soltando a voz ao lado do Geléia, do Rogério, do Tiago e dos outros músicos que passaram por lá (aliás, brigadão também por abrirem mão do cachê para doarem mais grana). E você, que deixou os seus 5 doletas no baldinho para a Associação Paulista Feminina de Combate ao Câncer, fique tranquilo, pois o seu lugar no Céu está mais do que garantido!



As duas fotos da festa são do fotógrafo Guilherme Jorge.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Geléia geral: Abuka Trio hoje, Brasussieleiro Web TV e Jorge Ben Jor



Em clima de geléia de pitanga, que acontece amanhã em Bondi em prol do câncer (post abaixo), aviso que hoje à noite tem Abuka Trio no Robin Hood. Isso mesmo! O melhor trio samba/bossa nova/mpb de todos os tempos das últimas 6 semans de Sydney vai se apresentar no meu local pub a partir das 20h. Não perca, pois Thiago, Sandro e Marcello - o australiano com descendência italiana mais brasileiro do terceiro continente à sua escolha - estão quebrando absolutamente tudo! O Robin Hood fica na 203 Bronte Rd, entre Bondi Junction e Bronte (ou seja: Waverley).

Mais! Ontem, o jornalista Raphael Pires lançou o Episódio 2 do Brasussieleiro Web TV, desta vez mostrando alguns dos principais pontos turísticos de Sydney, incluindo o meu favorito: The Rocks, onde reside a história do período colonial australiano em seu estado mais bruto. Dêem uma olhada, pois além de boas imagens da cidade e dados interessantes, tem ótimas dicas para o final de semana.




Entre elas, como não poderia ser diferente, o show do grande Jorge Ben Jor que rolará no domingo, no e-p-e-t-a-c-u-l-a-r Enmore Theatre, em Newtown. Babulina já avisou que vai tocar o que o público pedir (exceto se o Flamengo confirmar a desclassificação na Libertadores, o que é bem provável, aí ele não tocará as que citam o clube). Brincadeira, Nelinho Borges, vai ter "nêga chamada Teresa" sim! Ingressos à venda na Ticketek.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Pitanga Project em prol do Câncer + entrevista exclusiva com Rafaela Nardi


Essa quinta, 20 de maio, acontece a segunda edição do The Pitanga Project, festa da Vibez Brazil em parceria com a Baluart 03 Productions (e apoio do blog, claro). E dessa vez por uma boa causa. Na verdade, uma ótima causa!

Toda verba arrecadada será doada para a Associação Paulista Feminina de Combate ao Câncer*, de São Paulo, que tem como voluntária a digníssima senhora Maria Nilce Gimenez, mãe do nosso glorioso Balu.

A festa será no M'ocean (1/34 A Campebell Parade - Bondi Beach), a partir das 19h30, serão cobrados simbólicos $5 de entrada e terá apresentação ao vivo de ninguém menos do que Geléia (ou Jam Leia, se preferirem) e Rogério Pulga, que tem o acompanhado na Tropical Jam. Durante a noite, eles contarão com algumas participações, entre elas uma convidada mais do que especial: Rafaela Nardi!



Para quem não a conhece, em 7 de julho de 2009, aos 29 anos, Rafaela foi diagnosticada com câncer de mama, aqui na Austrália. Ela voou para o Brasil, passou por seis sessões de quimioterapia, uma cirurgia, um mês de radioterapia e em fevereiro de 2010 já estava de volta à Austrália, tendo vencido o câncer.

A seguir, entrevista exclusiva com a Rafa.

Quando chegou na Austrália?
Em agosto de 2007, vim para estudar inglês e tentar viver de música. No Brasil é difícil, nunca deu muito certo, mas aqui é diferente, a gente tem mais espaço, os músicos são mais profissionais e estudam música pra valer. Sem contar que adoram Bossa Nova.

Faz tempo que você canta? Conseguiu achar espaço por aqui?
Eu estudo música desde criança, sempre cantei e é o que gosto de fazer. Após quase dois anos na Austrália, as coisas estavam começando a rolar legal pra mim. Estava me apresentando em functions, bares e, pela primeira vez, havia agendado shows para 3 finais de semana seguidos. Eu estava muito feliz! Até que veio a notícia.

Como você descobriu o câncer? Qual foi a reação?
Eu estava com um caroço no seio, um nódulo, que foi diagnosticado como câncer de mama. Malígno. Pensei: como assim? Eu tinha 29 anos, tudo estava indo tão bem na minha vida, imaginei que os caras se enganaram, que os médicos australianos estavam errados, essas coisas. Mas era sério. Felizmente, sou muito forte por natureza, muito positiva, comunicativa, coloquei na minha cabeça que chegaria no Brasil e iria me curar.

Como foi o anúncio para a família no Brasil?
Eu simplesmente não conseguia ligar. Demorei um dia e meio para criar coragem e mesmo assim não consegui. Decidi que ligaria na manhã seguinte, por conta do fuso-horário, e quando ia pegar o telefone, minha mãe ligou. Falei que tinha algo sério para convesar, e ela já mandou: “Tá grávida!”. Quem me dera, respondi. Contei, foi muito difícil, cheguei a pedir desculpas, que é um padrão que as mulheres repetem quando descobrem que estão com câncer de mama. Aliás, os pensamentos, o que passei, as reações da família, foi tudo exatamente igual a um livro sobre o assunto que uma amiga me deu.

Como foi no Brasil?
Descobri no dia 7 de julho de 2009, no dia 16 já estava no Brasil. Aí foi aquela coisa pesada, pois a quimioterapia é muito forte, exige muito fisicamente. Quanto mais jovem é a pessoa, mais agressivo é o câncer. Fui para a primeira sessão, e a segunda só faria em 15 dias. Acontece que no décimo dia simplesmente acordei sem o nódulo. Sumiu 100%! O médico falou que nunca tinha visto aquilo na vida, ele ficou muito impressionado. A sensação que senti foi indescritível! Mas, claro, continuei o tratamento até o final, foram 6 sessões de quimio no total, fiquei totalmente careca, aquelas coisas. Depois fiz a cirurgia, foi de boa, e na sequência mais 1 mês de radioterapia. Dia 11 de fevereiro de 2010 eu já estava de volta à Austrália.

O que você tirou de toda essa experiência?
Hoje sou uma pessoa 40 mil vezes melhor. Agradeço por ter passado por tudo isso, foi uma questão de evolução minha, de valorização da vida, de mudança de valores, eu já tinha uma ligação muito boa com a minha família, depois então ficou fantástica. Posso falar que dentro do possível tirei de letra, numa boa, vivendo dia após dia. Agora, a cada 3 meses faço novos exames, pois nos dois primeiros anos há sempre o risco de voltar. Mas eu nem penso nisso, só quero viver, cantar e ser feliz.



Para mais detalhes e informações sobre a festa, ouça hoje à noite, a aprtir das 21h30, o programa Vibez Brazil na 89.7 Eastside FM. Caso tenha acabado a pilha do radinho, ouça pela internê mesmo: http://eastsidefm.org/listen-online/

*ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE COMBATE AO CANCER
Razão Social: Associação Paulista Feminina de Combate ao Câncer
R. General Jardim, 618 cj. 52
Vila Buarque - São Paulo - SP
CEP 01223-010
CNPJ 00219822/0001-68
Insc. Estadual: isenta

Jessica 17

Muitos duvidaram que hoje ela pudesse estar em casa comemorando os 17 anos. Mas está, e após ter escrito o nome na história.



Happy Birthday

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Luto, uma vitória, uma derrota e o Ganso de Chuquinha

Estou de luto!



Começar a semana recebendo a notícia de que Ronnie James Dio, um dos papas do Heavy Metal, passou dessa para uma melhor, é triste. Mas faz parte da vida. Resta saber para onde ele foi: Heaven or Hell?

Tenho certeza de que para o lugar mais infernalmente musical do Céu. Felizmente tive a chance de assistir a dois grandes shows em SP, um solo e outro com o Deep Purple. Gênio! Três "Enter´s" em homenagem.

ENTER
ENTER
ENTER

A vitória fica por conta do nosso Mark Webber, o primeiro australiano a vencer o GP de Mônaco desde 1951, e o primeiro aussie a liderar o mundial de Fórmula 1 desde Alan Jones, em 1981. Se ele tem bala pra conquistar o título da temporada, difícil dizer, mas impossível não é. Seria Mark Webber (os sapos adoram pronunciar o nome dele: U-ééé-ber! U-ééé-ber) o Jessico das pistas?



A derrota fica para o nosso escrete de cricket, que tomou um vareio da arqui-rival Inglaterra na final do Twenty20Twenty World Cup, em Barbados, confirmando a freguesia para a matriz nos últimos anos.

E hoje à noite sai a convocação mais aguardada. Não estou falando da seleção australiana de futebol para a Copa do Mundo, mas do time de New South Wales que disputará o State of Origin de Rugby League contra Queensland, o confronto mais esperado do primeiro semestre.

A grande expectativa é pela convocação de Jamal Idris, o maior homem da Terra, como é chamado, o popular Chuquinha. O cara, uma jamanta, é uma espécie de Ganso (o do Santos, não o primo do pato). Está jogando muito, é um atleta diferenciado, mas é novo (19 anos) e tem pouca experiência.

A dúvida: leva para esquentar o banco, ganhar cancha, talvez entrar e até fazer um grande jogo, ou chama alguém mais experimentado? Até a hora da convocação, nos dias seguintes e após o jogo, só vão falar nisso. Dunga que o diga!

sábado, 15 de maio de 2010

Jessica Watson - Home Sweet Home



Há 3 dias de completar 17 anos, após quase 7 meses no mar e com 3 horas de atraso em relação ao combinado com as dezenas de milhares de pessoas que foram até a Sydney Harbour e demais baías adjacentes, Jessica Watson pisou em terra firme, sã e salva.



Para terem ideia do feito, estavam presentes Kevin Rudd, primeiro-ministro da Austrália, Kristina Keneally, primeira-ministra de New South Wales, e Jess Martin, o australiano detentor do recorde que Jessica tentou quebrar (a pessoa mais jovem a dar uma volta ao mundo sozinha e sem assistência).



Escrevi “tentou” porque oficialmente não vão reconhecer o feito (vide posts anteriores). Mas quem se importa? Para a multidão que foi a loucura quando o Ella’s Pink Lady despontou na Harbour escoltada por dezenas de barcos, ali estava uma garota de 16 anos que acabara de dar uma volta no planeta, sozinha e sem assistência. Basta!







Recebida pelos pais no deck improvisado entre a Opera House e o Botanic Gardens, Jessica não apenas se tornou heroína nacional (mesmo dizendo que não se considera) e provável Australian of the Year em 2011, como também inspiração para milhões de pessoas em todo o mundo que diariamente registravam mais de 100 mil acessos ao blog da nossa Amyr Klink de saias.



Como Jessica disse, essa viagem diz respeito a correr vários riscos para realizar um sonho. E é isso que dá sentido a vida.



Well done!!!



Fotos: Pablo Nacer

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Férias tardias às Havaianas (Al Gore?)

Deixa eu fazer as devidas apresentações: aquecimento global -terráqueos / terráqueos - aquecimento global.

Ontem, quinta-feira, 13 de maio, pendurei as chuteiras (no caso, as Havaianas). Mas de maneira tardia, se comparada aos anos anteriores. Seria o aquecimento global, Al Gore?

Não que não seja mais possível usá-las, ainda é, mas somente entre às 10h17 e 15h48, e em dias de sol. Antes e depois disso, é pedir pra passar frio.

Mas demorou!


Reparem nas marcas de dedo. Heavy user eu?

Desde que cheguei na Austrália, há quase 3 anos, não tinha visto um outono tão quente. Lembro que tanto em 2008 quanto em 2009, em abril o scaaarrrrf (com sotaque carioca mesmo), o popular cachecol, já estava fora do armário, enquanto as Havaianas eram usadas mais moderadamente.

Claro, sou suspeito por ser um heavy user de chinelos, mas até a última terça-feira à noite, quando iniciei a minha Cruzada Jazzística, ainda estava com elas nos pés praticamente em tempo integral. Era chinelo de manhã pra ir à escola, em casa trabalhando, à tarde seja lá onde ia (com exceção da Ozzy, claro) e à noite nos pubs, bares, restaurantes ou onde quer que fosse. Porém, na noite de terça os primeiros ventos que trarão o inverno finalmente sopraram, a temperatura baixou e, pela primeira vez em 2010, senti fio. Tardiamente, não Al Gore?

Na quarta, tivemos o primeiro dia realmente de outono, com frio na sombra, vento gelado e temperatura sem sofrimento apenas no sol. À noite, friaca! Mas scaaarrrrf ainda no armário.

Neste exato momento, em Sydney, 18 graus em um belo dia ensolarado. Mais! Máxima de 21 e alerta de ventos fortes de sul a sudoeste, atingindo de 25 a 30 nós offshore.

Resumo da ópera: demorou mas chegou. Havaianas descansam, scaaarrrrf vai para a máquina de lavar para matar os ácaros e, em breve, chega ao blog a primeira relação Pablito Austrália com 40 vinhos para o brasileiro tomar no inverno australiano (o que significa diferentes categorias a no máximo $25). Aguardem!

Enquanto isso, que os ventos fortes tragam Jessica Watson com total segurança para casa. Amanhã estaremos lá (com frio, é verdade, mas talvez de chinelo, pois ela deve chegar às 11h30)!


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quinta-feira, 13 de maio de 2010

E se o Kaká tiver uma disenteria?

Raramente, o Brasil não tem ao menos um corte dramático por contusão às vésperas da Copa do Mundo. Foi assim em 1994, quando Ricardo Rocha deu lugar a Ronaldão; em 1998, com Romário chorando ao ser trocado por Emerson; em 2002, com o mesmo Emerson dando lugar a, se não me engano, Kleberson ou talvez Gilberto Silva (alguém lembra quem foi?).



Não, não quero ser o asa negra, mas há menos de um mês do início, algo me diz que ainda vai ter reviravolta e Ganso herdará um lugar entre os 23. Meu nome não é Pablito Dinah, mas é algo que sempre acontece.

No mais, conforme escrevi no post anterior sobre a convocação, ela não me surpreendeu (o que não significa que adorei). No gol, o Suzano é o cara e o Doni tem um grande empresário. Na lateral-direita estamos tranquilos, miolo de zaga idem e a lateral-esquerda é um grande problema. Deixa eu frizar: gran-de-pro-ble-ma! No meio, temos muitos volantes e poucos meias, o que não é surpresa tratando-se do Dunga, ex-volante que só não passava os 90 minutos olhando para o gramado pois de vez em quando levantava a cabeça para esculhambar um companheiro ou xingar o juiz. O que nos faz voltar ao ponto central do post anterior:

E SE O KAKÁ TIVER UMA DESENTERIA?

Na frente, sou suspeito para falar pois não acompanho o campeonato alemão. Mas Gra-fi-te? E olha que sou são-paulino! Na boa, ele tem muita vontade, é esforçado, faz uns gols, mas tecnicamente é muito fraco. Claro, pode ter evoluído muito nesses anos de Alemanha, assim espero. De resto, Luis Fabiano terá a chance da vida para se consagrar como um dos grandes jaquetas 9 da seleção (ou se queimar para sempre - vou na alternativa "a"), gostei da convocação do Nilmar, e Robinho é Robinho, uma das maiores "focas" do planeta (traduzindo: joga pra ele e para o público, não para o time). Mas vamos torcer para que tome um chá de coletividade ou, caso comece com as firulas sem objetividade, um chá de cadeira no banco de reservas.

Mas o melhor mesmo foi ver Neymar, a maior neo-foca do futebol brasileiro, fora da lista. Vai ter muito tempo para aprimorar as dancinhas, dar um tapa no cabelo e até criar novos passos. Bola ele joga, mas é muito mala!