O segredo da juventude tem nome, ano, uva e pode ser comprado em bottle shop (ou talvez só pela internet, ainda não sei).
Dr. Philip Norrie, médico australiano e historiador de vinho que deveria ganhar o Prêmio Nobel de Medicina, além de ser canonizado em vida pelo Vaticano, desenvolveu e patenteou um vinho que potencializa o antioxidante resveratrol em 100 vezes.
O resveratrol é um polifenol encontrado na casca das uvas viníferas que tem ação anticancerígena, antiinflamatória, é benéfico ao coração e também combate o envelhecimento. Ou seja, no vinho, é praticamente uma fonte da junvetude engarrafada!
Os vinhos do Wine Doctor são o R.E.W 2008 Chardonnay e o R.E.W 2006 Shiraz. Ainda não os tomei, mas farei o quanto antes este sacrifício em nome da junvetude. Comentários em breve no blog!
terça-feira, 24 de novembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Queimadas e Call sick - E o verão ainda nem começou
Semana passada foi absolutamente infernal. Literalmente! Tivemos aqui em New South Wales as piores queimadas dos últimos 100 anos, tempestades, temperaturas altíssimas, enfim, o verão ainda nem começou!
Ontem, domingão, foi certamente o dia mais insuportavelmente quente de todos os tempos da última semana. Um horror que passou dos 40 graus às 3 da tarde!
Imagem roubada do colorado Wagner Nunes
Ir à praia, nem pensar, pois não era possível sair na rua. Nem mesmo na varanda dava pra ficar. Dentro de casa era o lugar "menos pior", mas mesmo assim estava desagradável. O jeito foi encher a banheira com água gelada e levar algumas cervejas (praticamente um Rê Bordoso).
Como é impossível passar o dia inteiro dentro de uma banheira, e não havia a menor possibilidade de ir para a casa de uns amigos que tem piscina, pois ônibus, ainda mais para Bondi, estava absolutamente fora de cogitação, o jeito foi subir para o nosso local pub, o glorioso Robin Hood, onde além de ar-condicionado, tem cerveja a $3.50 das 16h às 18h. E como sempre há gatas por lá, era tecnicamente o paraíso.
Mas o melhor desta semana infernalmente quente foi a quantidade de call sicks. Segundo o meu diário dominical, quase 1 entre 5 trabalhadores de New South Wales pegou um dia off na semana por motivos de saúde. É o chamado call sick, uma instituição muita utilizada por brasileiros às sextas, sábados, domingos e segundas.
Na matéria, eles citam uma mulher que na segunda-feira passada, 30 graus, foi ao trabalho, entrou no banheiro, colocou o dedo na goela e vomitou. Mandada para casa por indisposição, ela seguiu direto para a praia, uma vez que já estava com o biquini na bolsa. Gênia!
Dezesste por cento foi o número exato de trabalhadores que ficaram "doentes" na semana passada. E como eu disse acima, o verão ainda nem começou!
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New South Wales
domingo, 22 de novembro de 2009
Movember e Toca Jorge no Coogee Bay
Hoje, domingão, vai ter mais uma Brazilian Fever do nosso glorioso Balu. A festa, no melhor estilo Grazie a Dio, acontece no Coogee Bay Hotel, a partir das 17h, e vai ter Toca Jorge, a melhor banda de samba-rock da Austrália, além da DJ Juliana Cesso.
Mulher até às 18h não paga para entrar (depois é $5). Homem é $10.
A festa, como não poderia ser diferente, será em clima total de Movember. Portanto, leve o seu bigodão, junte-se aos Rivelinos e aproveite!
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Jessica Watson - Ela é demais!
Eu, que não suporto aqueles seres espinhudos e barulhentos conhecidos como adolescentes, jamais imaginei que, prestes a completar 33 anos, iria adimirar uma de 16 anos.
Não, não estou apaixonada por uma teenager (pelo menos não no sentido de "namorico" - apesar dela ser uma gata). Mas, sim, estou absolutamente fascinado por Jessica Watson, a australiana que há um mês deixou Sydney para fazer história no seu Ella's Pink Lady.
Jess (o apelido dela) quer ser a velejadora mais jovem do planeta a dar uma volta ao mundo sozinha, sem assistência e sem paradas. Para legitimar o feito, precisa atingir algumas metas.
E ontem, quinta-feira (horário de Melbourne), Jessica alcançou a primeira delas, que era cruzar pelo menos uma vez a linha do Equador. Aí está!
Obviamente vocês não estão vendo, tampouco ela, mas é o que mostra o traçado da carta naútica do Ella's Pink Lady, a caminho de Kiribati Island.
Cumprida a parte 1 da jornada, agora Jessica segue para a 2, que é descer sul para o Cabo Horn, fazendo a passagem entre os oceanos Pacífico e Atlântico entre a Argentina e a Antártida.
Jessica pertence a um grupo raro que inclui Amyr Klink, coronel Fawcett e Christopher McCandless, entre outros poucos. São pessoas que não deixaram a revolução industrial e a vida moderna sufocarem por completo a natureza nômade que cada ser humano traz dentro de si (sim, trazemos!).
E o resultado são feitos fantásticos e grandes histórias que, mesmo com finais trágicos, como ocorreram com Fawcett no Brasil e McCandless (ou simplesmente Alexander Supertramp) no Alasca, são movidos por uma necessidade muito maior do que a de simplesmente estar vivo.
Desde que partiu, Jessica tem alimentando um blog quase todos os dias. Em alguns posts ela fala sobre a navegação, em outros dá detalhes técnicos, e muitas vezes fala o que está pensando e sentindo, dando valor a coisas tão simples e banais que nos faz lembrar o quão simples e banal é a vida, especialmente em terra firme. Basta ver a alegria ao assar alguns bolinhos de chocolate.
Hoje é o blog mais acessado da Austrália, e eu o acompanho diariamente. Re-co-men-do!
Go Jess!
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Estamos na Copa + Prognósticos
Foi sofrido, suado, mas conquistamos a última vaga para a Copa do Mundo, após 8 anos de ausência.
Sim, meus amigos, se em 2005 o Uruguai veio para a Austrália disputar a respescagem e perdeu a classificação para a Copa da Alemanha nos pênaltis, em 2009 foi diferente.
Em vez de jogar contra um time do terceiro continente à sua escolha, o adversário deste ano foi da própria América, a Costa Rica.
E após ganharmos de 1 a 0 na quarta-feira passada, na casa dos homens, com gol de LU-GA-NO, agora a pouco empatamos no mítico Centenário, em Montevidéo, em 1 a 1, carimbando o passaporte.
Com isso, tecnicamente terei 4 seleções no Mundial da África do Sul para acompanhar aqui da Austrália, o que significa 4 desculpas para ir ao meu local pub torcer.
São, respectivamente: Brasil (por razões óbvias), Uruguai (o país do sangue paterno), Austrália (a terra que escolhi pra viver) e Nova Zelândia (nossa simpática vizinha).
Quantos aos prognósticos, vamos lá:
Brasil - pode chegar à final e disputar o título.
Uruguai - não passa da primeira fase. Se passar, será em função da tabela, mas cai nas oitavas.
Austrália - chega tranquilamente às quartas, quem sabe à semi. Vai depender da tabela.
Nova Zelândia - mal vai chegar e terá que atravessar o Oceano Índico de volta (um empate e duas derrotas na primeira fase).
Campeã - alguma seleção africana.
Claro, esses palpites foram os provisórios, quando a FIFA sortear os grupos para o Mundial, darei os definitivos.
Acima, foto de dezembro de 2005. O Uruguai havia sido desclassificado pela Austrália, mas o São Paulo, com Lugano na zaga, conquistara o tri-mundial no Japão. Aproveitando que a imprensa uruguaia o esperava no aeroporto (fomos no mesmo vôo), cornetei.
Hoje, 4 anos depois, Lugano e Uruguai estão na Copa, e eu na Austrália. Já o São Paulo...
Sim, meus amigos, se em 2005 o Uruguai veio para a Austrália disputar a respescagem e perdeu a classificação para a Copa da Alemanha nos pênaltis, em 2009 foi diferente.
Em vez de jogar contra um time do terceiro continente à sua escolha, o adversário deste ano foi da própria América, a Costa Rica.
E após ganharmos de 1 a 0 na quarta-feira passada, na casa dos homens, com gol de LU-GA-NO, agora a pouco empatamos no mítico Centenário, em Montevidéo, em 1 a 1, carimbando o passaporte.
Com isso, tecnicamente terei 4 seleções no Mundial da África do Sul para acompanhar aqui da Austrália, o que significa 4 desculpas para ir ao meu local pub torcer.
São, respectivamente: Brasil (por razões óbvias), Uruguai (o país do sangue paterno), Austrália (a terra que escolhi pra viver) e Nova Zelândia (nossa simpática vizinha).
Quantos aos prognósticos, vamos lá:
Brasil - pode chegar à final e disputar o título.
Uruguai - não passa da primeira fase. Se passar, será em função da tabela, mas cai nas oitavas.
Austrália - chega tranquilamente às quartas, quem sabe à semi. Vai depender da tabela.
Nova Zelândia - mal vai chegar e terá que atravessar o Oceano Índico de volta (um empate e duas derrotas na primeira fase).
Campeã - alguma seleção africana.
Claro, esses palpites foram os provisórios, quando a FIFA sortear os grupos para o Mundial, darei os definitivos.
Acima, foto de dezembro de 2005. O Uruguai havia sido desclassificado pela Austrália, mas o São Paulo, com Lugano na zaga, conquistara o tri-mundial no Japão. Aproveitando que a imprensa uruguaia o esperava no aeroporto (fomos no mesmo vôo), cornetei.
Hoje, 4 anos depois, Lugano e Uruguai estão na Copa, e eu na Austrália. Já o São Paulo...
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
Sorry Day II - Forgotten Australians
A Austrália é um país sensacional, maravilhoso, mas tem alguns capítulos absolutamente assustadores na história.
Um deles diz respeito aos forgotten Australians, crianças e adolescentes australianas que entre as décadas de 20 e 70 foram, literalmente, raptadas nas ruas e mandadas para orfanatos do governo que mais pareciam colônias penais comandadas por "religiosos". Não preciso dizer que sofreram todo tipo de abuso.
Cerca de 500 mil crianças foram raptadas. Muitas tinham família, mas passaram a acreditar que eram órfãos. Elas receberam a companhia de mais de 130 mil crianças inglesas, brancas, que foram enviadas para a Austrália para, digamos, espalhar um pouco do DNA branco.
The Leaving of Liverpool é uma excelente minisérie produzida para a TV sobre esses ingleses. O DVD pode ser encontrado na biblioteca de Waverley, em Bondi Junction, e neste link há uma cena bem emblemática.
Mas ontem, Kevin Rudd, nosso primeiro-ministro, pediu desculpas para todas as pessoas e famílias que de alguma forma passaram e sofreram com a política adotada por mais de meio século.
Esse foi o segundo pedido de desculpas oficial de Rudd, desde que assumiu o governo, há quase dois anos.
O primeiro aconteceu em fevereiro de 2008, quando se desculpou às chamadas "gerações roubadas", como podem ver neste post.
É claro que um sorry não resolve muita coisa, mas pode ser um começo. Só o fato do governo reconhecer o problema e se desculpar, já demonstra certa pré-disposição, além de grandeza. Entre os presentes à cerimônia, centenas de vítimas, incluindo Steve Fielding, um dos forgotten Australians, hoje senador.
Um deles diz respeito aos forgotten Australians, crianças e adolescentes australianas que entre as décadas de 20 e 70 foram, literalmente, raptadas nas ruas e mandadas para orfanatos do governo que mais pareciam colônias penais comandadas por "religiosos". Não preciso dizer que sofreram todo tipo de abuso.
Cerca de 500 mil crianças foram raptadas. Muitas tinham família, mas passaram a acreditar que eram órfãos. Elas receberam a companhia de mais de 130 mil crianças inglesas, brancas, que foram enviadas para a Austrália para, digamos, espalhar um pouco do DNA branco.
The Leaving of Liverpool é uma excelente minisérie produzida para a TV sobre esses ingleses. O DVD pode ser encontrado na biblioteca de Waverley, em Bondi Junction, e neste link há uma cena bem emblemática.
Mas ontem, Kevin Rudd, nosso primeiro-ministro, pediu desculpas para todas as pessoas e famílias que de alguma forma passaram e sofreram com a política adotada por mais de meio século.
Esse foi o segundo pedido de desculpas oficial de Rudd, desde que assumiu o governo, há quase dois anos.
O primeiro aconteceu em fevereiro de 2008, quando se desculpou às chamadas "gerações roubadas", como podem ver neste post.
É claro que um sorry não resolve muita coisa, mas pode ser um começo. Só o fato do governo reconhecer o problema e se desculpar, já demonstra certa pré-disposição, além de grandeza. Entre os presentes à cerimônia, centenas de vítimas, incluindo Steve Fielding, um dos forgotten Australians, hoje senador.
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Tigermania
O assunto da última semana foi um só: Tiger Woods. O esportista mais bem pago do planeta (ao lado de Michael Jordan e Pelé, entre os maiores de todos os tempos) esteve em Melbourne para disputar o Australian Master. E levou, claro!
O motivo pelo qual só se falava nele é simples: o australiano ama golfe. Por aqui, pouco mais de 1 milhão de pessoas (5% da população) praticam o esporte. Não por acaso, ontem o homem de mais de um bilhão de dólares arrastou 25 mil espectadores ao Kingston Heath.
Os 4 dias de disputa foram mostrados ao vivo em TV aberta, que acompanhou Tiger Woods nos 18 buracos. Para vocês terem uma idéia, o jornal matinal do Channel 9, canal que comprou os direitos de transmissão, foi apresentado ao vivo do campo.
Já morei em frente a um golf course (praticamente no buraco 9) e era impressionante o movimento, especialmente nos finais de semana. Senhores, jovens, crianças, tinha até alcoholic overseas student com pinta de traficante colombiano, como podem ver abaixo.
Aliás, campo de golfe é o que não falta em Sydney. Na verdade, na Austrália. Só na cidade são mais de 20; sem contar que a Austrália tem o maior do planeta, o Nullarbor Links, que atravessa dois estados.
Além dos campos com 9 ou 18 buracos, tem também os ranges, que são aqueles em que a gente fica numa plataforma com vista para um gramado a perder de vista. Nele, há placas marcando 50, 100 metros de distância, e o objetivo é acertá-las, tomando cerveja e aliviando o stress. Nada mal!
O grande barato do range é quando entra um tiozão num carrinho blindado recolhendo as bolas. Ele automaticamente passa a ser o alvo móvel de todos. Cada “pinnn” que se ouve, vem seguido de um “yeah”. Eles são, respectivamente, o som da bolinha acertando o carrinho blindado do tiozão e a comemoração pelo feito.
E o melhor: jogar golfe na Austrália é totalmente viável. Aqui tem campos públicos gratuitos e outros bem em conta, como o de North Bondi ($15 para jogar 9 buracos + aluguel de equipamento, caso não tenha). Vale só pelo visual (é os das fotos).
Resolução de Ano Novo: fechar com 10 abaixo do par (62).
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