terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Se beber, não dirija (nem pegue o bus 380)

Essa aconteceu em junho do ano passado, em Sydney.



Se tem um ônibus que brasileiro conhece bem é o 380, que vai da City a North Bondi e, dependendo da linha, até Dover Heights.

Pois bem, já que dirigir alcoolizado é fria por aqui, Anthony Luders, após tomar 4 cervejas no Bondi Hotel (outro local beeeeeeem conhecido dos brasileiros), optou por ir de ônibus pra casa.



Prudente, Mr. Luders passou num bottle shop, comprou mais duas botejinhas, colocou num saco plástico e pegou o 380.

O ônibus, seguindo o itinerário de sempre, contornou a praia, subiu a Military Rd e parou no final dela, esquina com a Old South Head Rd.



Luders, achando que o motorista, Surya Narayan, deveria continuar viagem até o cemitério (no sentido literal, não figurado), foi tomar satisfação.

Importante: pouco mais a frente, de fato, há um cemitério, porém, ele é o ponto final das linhas 386 e 387, e não do nosso três-oitão-zero.

Mas com as cervejas na cabeça, Luders intimidou o motorista dizendo que anotaria o número de registro para reportá-lo por "não estar fazendo o trabalho apropriadamente". Ofendido, Surya Narayan não pensou duas vezes e foi pra cima, acertando-lhe vários socos na cara e na cabeça, antes de jogá-lo pra fora do ringue (ops, do ônibus).



O caso, claro, foi parar no tribunal, e Surya Narayan foi condenado à pena máxima de 9 meses de prisão (mas como a justiça daqui é legal, cumprirá somente 6).

Moral da história: se beber, não dirija e nem encha o saco de quem está dirigindo, pois bêbado quando é chato é muito chato, sempre acha que tem razão e, em 99% das vezes, está errado.

E caso encerrado!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Um pouquinho de Japão iáiá

Por razões geográficas e históricas, a influência japonesa na Austrália é imensa. Começando pela cozinha. Tetsuya, o melhor restaurante do país, pertence ao chef Tetsuya Wakuda , japonês radicado há 27 anos por essas bandas. Em março, Alex Atala, o grande nome da gastronomia brasileira, vem para o Melbourne Food and Wine Festival, e os dois vão se encontrar. Sai de baixo!



Já no espírito do festival, uma vez que iremos pra lá, e sem absolutamente nada para fazer, em função das chuvas que jamais vão parar de cair no hemisfério sul, ontem fomos em uma da 14 lojinhas japonesas que tem no bairro, compramos alguns peixes, algas e fizemos a I Sushisada Caseira do Château Elle Macpherson (nossa casa). O resultado está abaixo!



O japonês, pelo menos o que está em Sydney, é sem dúvida o povo mais educado do mundo. E tímido! Não sei se são educados por serem tímidos, tímidos por serem educados ou se uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas que são de um respeito fora do comum eles são. A regra só não se aplica aos pescadores de baleia.



Ao mesmo tempo que o Japão é um dos principais parceiros comerciais da Austrália, a relação entre os dois governos tem um tendão de aquiles, que chama-se baleeiras japonesas.

Alegando fins científicos, as baleeiras japonesas fazem verdadeiras carnificinas nas águas australianas e estão constantemente em guerra com embarcações ambientalistas.

Ontem sobrou para o navio norte-americano da Sea Shepherd Conservation Society, que foi atacado. Há cerca de um mês, uma lancha do mesmo grupo afundou após ser praticamente atropelada por outra baleeira nipônica, como podem ver nos dois vídeos abaixos, em diferentes ângulos (tipo câmera exclusiva da Globo).








A Austrália não é uma nação bélica, muito menos uma entusiasta dos conflitos armados, mas possui algumas passagens de guerra bem interessantes que marcaram a história do país. Uma delas aconteceu em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, quando os japoneses bombardearam as cidades de Darwin, Broome e Townsville, no norte.





O que pouca gente sabe é que no mesmo ano três submarinos japoneses entraram na Baía de Sydney - essa mesmo onde atualmente está a Opera House e a Harbour Bridge - e dispararam dois torpedos, afundando a ferry Kattabul (dessas que vão e voltam pra Manly todo dia), o que resultou na morte de 19 militares (ela era usada para defesa). Abaixo, 3 simpáticos sobreviventes.



Por último, mas não menos importante, vale o registro: o sakê que regou nossa sushisada caseira ontem foi o Gekkeikan, que não é nenhuma maravilha mas pelo preço apresenta ótima relação preço/qualidade.



Kanpai!!!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Starlight Cinema, Brazilian Festa e Meu Avô A'uwê

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Desde janeiro está rolando o Starlight Cinema 2010, mostra de cinema ao ar livre no North Sydney Oval.

Muito comum no verão australiano, esse tipo de evento ocorre simultaneamente em vários lugares como Botanic Gardens , Bondi Pavilion e também em Melbourne (com nomes e programações diferentes).



Dia 28 de fevereiro, dentro do Starlight Cinema, vai rolar o Brazilian Festa, domingão totalmente voltado para a cultura brasileira com shows do Toca Jorge e da Jeanne Bastos Band, exposição de fotos, workshops e muitos comes e bebes como feijoada, vatapá, churrasco, Guaraná e, claro, caipirinha (afinal, niguém é de ferro).

Também haverá exibição de Divã, filme do diretor José Alvarenga Jr estrelado pela Lilia Cabral e com José Mayer no elenco (ou seja, certeza de sacanagem na história).



Eu também farei uma participaçãozinha no festival, e não será apenas tomando caipirinha.

Como muitos sabem, em 2004 lancei em São Paulo Meu Avô A'uwê, livro sobre três viagens que fiz para uma aldeia indígena xavante no Mato Grosso. Passados 5 anos, estou com o livro traduzido e a idéia é publicá-lo também em inglês, já que sempre sonhei em dizer my book is on the table.



Flavia Fontes, a organizadora do Brazilian Festa e ex-edifício Toulouse, me convidou para fazer um pequeno bate-papo sobre o livro. Também haverá outro jornalista fazendo o mesmo sobre futebol brasileiro e Copa do Mundo.

Portanto, quem estiver pelas bandas de Sydney está mais do que convidado. O Brazilian Festa começa às 15h e a entrada para participar de tudo (inclusive para ver o filme) custa somente $20 na Ozzy Study Brazil. Comprando através do site sai por $23 e na porta vai custar $26.



Para saber do que se trata o livro, segue texto do Antonio Penteado Mendonça, o Nico (cadeira 32 da Academia Paulista de Letras):

A different book

In a time when people and things are labeled according to famous brands not always the best, a book such as this one makes an enormous difference. Since the end of communism, a whole class of people, “the old militants”, became orphan of ideals, without knowing why to fight or what to do, in face of a world which, in practice, proved that everything they did was wrong.

The great way out was to protect the environment, therein included, to their bad luck, the native people, namely incapable and, therefore, constituting raw-material for everything foolish that is been done on their behalf.

Africans, American Indians, natives of Oceania, of the Pacific Islands, Eskimos, Latvians, people lost on the Himalayan hillsides, in the Asiatic forests, all of them were fit into a huge plastic bag and underwent pasteurization. They were equaled, distorted and painted according to such senseless standards as those in Hollywood films, in which the good girl, submitted to a cruel ritual, was thrown into the volcano to save her tribe and the island.

That is why My Grandfather A’uwê is so fascinating. It rescues the Xavante as they truly are. Without being pretentious, conceited or caricatural, the book truly portrays the discovery of another group of people by a white man, young and namely civilized, brought up in the great city.

Pablo Nacer tells us about the everyday life of the Indians, rescues their past and, moreover, transmits the great emotion he felt upon entering a new, rich and different universe, which took him in, amidst other values, all of them strikingly humane.

Starlight Cinema
28 de fevereiro
North Sydney Oval

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Lambança ao vivo: um oferecimento Macquarie Bank

Campeão, se você é daqueles que, de vez em nunca (leia-se todo dia), dá uma espiadela nas últimas fotos de mulher pelada que o seu colega de firrrrrrma enviou por email, em pleno horário de labuta, saiba que não está sozinho.

Este abaixo é Martin Lakos, funcionário do Macquarie Bank, uma das instituições financeiras mais respeitadas da Austrália. E essa é Miranda Kerr, uma das modelos australianas mais famosas do mundo.



Caso não tenha visto a modelo, tente na foto abaixo, na tela do simpático funcionário da baia 4.



Ontem, dia em que o país aguardava ansiosamente a reunião do Reserve Bank of Australia que definiria o índice da taxa de juros, o Channel 7 entrou no ar no melhor estilo "Plantão da Globo" (aquele que mata as pessoas do coração).

Chris Bath, a sempre simpática apresentadora, chamou o especialista do banco para comentar. Enquanto ele explanava sobre a decisão, quem estava em casa pôde acompanhar, ao vivo e a cores, o glorioso funcionário da baia 4 abrir 3 fotos da modelo recém-publicadas na GQ Magazine.



Importante: o Reserve Bank of Australia manteve as taxas em 3.75%.



Já o índice de testosterona do nosso amigo da baia 4...

Assista à lambança na íntegra!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A Espantadora de Tubarão

Se a Nova Zelândia já tinha a Encantadora de Baleias (Whale Rider), ótimo filme de 2003, ontem à noite descobriu a Espantadora de Tubarões.



Lydia Ward, neozelandesa de 14 anos, surfava com sua prancinha de boogie board em Oreti Beach, extremo sul do país, quando pisou em algo escorregadio. A princípio não imaginou que fosse um tubarão, até que o irmão, que nadava ao lado, soltou um sonoro Whoooaaa!!!

Ao ver que se tratava de um tubarão, Lydia ficou parada e levou uma dentada que rasgou a roupa de borracha, causando ferimentos na perna.


Se virar filme, Julianne Moore interpretará a mãe.

Com a adrenalina lá em cima, a jovem kiwi pegou a prancha e não pensou duas vezes: começou a dar na cabeça do bicho sem parar, até que ele se mandou.

O danado tinha aproximadamente um metro e meio, segundo o irmão. Lydia Ward, a espantadora de tubarões, voltou a pé pro carro, onde a mãe esperava os pimpolhos. Ela passa bem e deve ir pra escola, afinal, terça é dia de estudos sociais e ciências, e o ano letivo está apenas começando.

domingo, 31 de janeiro de 2010

O Campeão, a Promessa e o Promessinha

Alguém anotou a placa do caminhão que atropelou o Andy Murray?



Agora a pouco, o tenista escocês teve a oportunidade de começar a mudar a hegemonia do tênis. Pelo menos é o que os britânicos achavam. Mas, pra variar, Andy Murray, há 4 anos apontado como a grande promessa do tênis mundial, jogou mais um Grand Slam como nunca e perdeu mais um Grand Slam como sempre. Não por acaso é o eterno Promessinha.



Já Federer, segundo o próprio, jogou o melhor tênis de sua carreira. Ou seja, se o cara que conquistou tudo e bateu quase todos os recordes ainda está no auge da forma física e técnica, e levando em consideração que o único adversário que pode de fato ameaçá-lo, Rafal Nadal, está com 70% das juntas estouradas, eu arriscaria dizer que em 2010 o homem pode se tornar o primeiro da história a faturar os 4 Grand Slams no mesmo ano. Aí é pegar o boné e passar o resto da vida pescando em algum lago suíço.



E o Brasil, que teve 9 representantes este ano, 6 no principal e 3 no juvenil, alcançou a semifinal de duplas mistas com Marcelo Melo e a italiana Flavia Pennetta, e conseguiu um resultado histórico com o alagoano Tiago Fernandes.

Treinado por Larri Passos, ex-Guga, e tendo muito mais facilidade pra jogar no saibro, Tiago venceu o australiano Sean Berman, outro apontado como grande promessa do tênis, por 2 a 0, e se tornou o primeiro sul-americano a ganhar o juvenil do Australian Open e o primeiro brasileiro a faturar um Grand Slam juvenil de simples.



A partir de agora, que o tenista ficou famoso e vai sofrer pressão da mídia, assédio dos fãs e outras coisas que vêm no pacote, resta saber em qual categoria Tiago Fernandes vai se encaixar: campeão, promessa ou promessinha.

Mas de qualquer maneira, parabéns!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

E a fauna australiana se supera

As aberrações da bizarra, intrépida e "simba-safárica" fauna australiana continuam. Essa, pra variar, aconteceu lá em cima, em Northern Territory, um verdadeiro circo ecológico.



Em qual outro país do planeta 5 simpáticos senhores saem de barco pra pescar, veem um tubarão os rodeando, pescam o bichano com uma varinha, o levam para a praia, recebem a visita de um intrometido crocodilo de 3 metros que surge da água e tenta almoçar o pescado, mas é espantado por um dos próprios senhores fanfarrões que lhe dá uma "varada" na testa? Ufa!


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Adote um blobfish - Participe da campanha

Esta é, sem dúvida, a notícia mais triste e feia de todos os tempos da última semana. Se tem crianças por perto, tire-as da sala, por favor.

Entendo a preocupação com a extinção do mico-leão-dourado, a revolta em relação à carnificina japonesa de baleias, mas num planeta cujas placas tectônicas são danadas; El Niño é muito mais do que um garotinho nascido no México; e que vê, de uma hora pra outra, Plutão, um de seus regentes, ser rebaixado para a segunda divisão planetária, nada é mais importante do que a luta pela sobrevivência de um ser: o Psychrolutes marcidus, o nada popular blobfish.



ENTER
ENTER
ENTER

(3 ENTER's para expressar a minha comoção).

Parente distante do saudoso Costinha (uóhhh!), Mr. Blob vive confinado com sua oceânica singularidade (pra não dizer feiúra) nas áreas mais profundas do mar, o que é perfeitamente compreensível, uma vez que com este lay-out, qualquer criatura faria o mesmo.



Dos remotos tempos da finada Pangéia até hoje, o mundo se dividiu em grandes massas, depois em continentes e por fim em países. Atualmente, são mais de 200 nações. Quando Deus perguntou ao blobfish onde ele gostaria de viver, qual vocês acham que foi a resposta?

Quem pensou em Austrália e sua bizarra fauna, acertou na mosca (sem trocadilho). Desprovido de músculos, energia e, claro, beleza, Blob passa quase toda a sua famigerada existência flutuando. O máximo que faz é esperar que alguma comida passe nos arredores ou esbarre nele. Aliás, tenho muita curiosidade (e pena) de saber quem na cadeia alimentar está abaixo do nosso glorioso Blob.



Conforme dito acima, o planeta não vai nada bem das pernas. Além dos problemas que todos nós sabemos, tem havido um sério aumento, aqui na Austrália, na pesca de lagostas, caranguejos e outras criaturas do fundo do mar, o que poderá resultar na extinção do blobfish.

Para evitar essa verdadeira catástrofe ecológica, lanço aqui a campanha Adote um Blobfish - Deixe-o no fundo do seu aquário. Além de se sentir bem por salvar a espécie, olhar pra ele todos os dias fará um bem incrível pra sua auto-estima. Participe!

E para alegrar a tarde...




quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Chinelada tradicional do Australia Day

Bondi Beach é a praia mais famosa da Austrália, enquanto que o Australia Day, como o próprio nome diz, é o grande Dia da Austrália.

E essa é a praia mais famosa da Austrália no grande Dia da Austrália.



Imaginem se o Galvão Bueno visse a invasão de Havaianas, o escarcéu que ele faria...

A questão é a seguinte. Todo ano, a Aqueo, empresa que representa as Havaianas por essas bandas e possui a maior concentração de engenheiros brasileiros por metro quadrado, promove o "Havaianas Thong Challenge".



As Havaianas, mais do que chinelos que não deformam, não têm cheiro e não soltam as tiras, são um fenômeno incrível de marketing na Austrália, que já faz parte da cultura local.

E em 26 de janeiro, comemorando o Australia Day, a Aqueo promove disputa entre os estados para ver quem coloca mais gente bonhando nessas chinacas gigantes infláveis.



Além da competição, a idéia também é bater o recorde para entrar no Guinness (o livro, não a cerveja). Ontem, Bondi Beach reuniu mais de 1200 pessoas, mas o grande vencedor foi...

1. Western Australia (Cottesloe Beach) - 1301 pessoas
2. New South Wales (Bondi Beach) - 1262
3. Victoria (Torquay Beach) - 1255
4. Queensland (Mooloolaba Beach) - 1020
5. South Australia (Glenelg Beach) - 875
Total: 5713

Well done Aqueo!!!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O adeus australiano na véspera do Australia day

Na véspera do Australia Day, o dia em que o país comemora a chegada da primeira esquadra de colonizadores, que incluía, entre outros, prisioneiros, condenados e desenganados da justiça britânica, a Austrália deu adeus ao Australian Open.



A penúltima a cair foi a simpática Samantha Stosur, 13 do mundo, que perdeu por 2 a 0 para a atual campeã e favorita ao título Serena Williams, conhecida aqui no Château como a deusa negra de Michigan.

Já o mala do Lleyton "Come on" Hewitt entrou mudo e saiu calado. Com Roger Federer passeando em quadra, ele só ousou soltar o irritante "Come on" uma vez, no terceiro set, quando a vaca já estava bem encaminhada em direção ao brejo. Mas o gritinho foi tão tímido que ninguém ouviu. Um retumbante (pra usar um termo pátrio em homenagem ao feriado) 3 a 0 - fora o baile!



As quartas-de-finais começam daqui a pouco com Roddick (7) x Cilic (14) e Nadal (2) x Murray (5). Na quarta será a vez de Djokovic (3) x Tsonga (10) e Federer (1) x Davydenko (6).

Vamos aos palpites:

Roddick atropela o croata e decide vaga na final contra o grande apache espanhol, que vencerá Murray em duelo épico de 5 sets. Na outra chave, Djokovic repete o que fez na final do Australian Open de 2008 e bate o francês, enquanto Federer se vinga do falastrão russo em outro jogo épico de 5 sets.



No feminino, por ora, prefiro não fazer previsões, mas sei contra quem torcerei: Justine Henin (a moça acima). Nada pessoal, ela é muito simpática, joga muito, parece ser uma ótima pessoa (aliás, parece o Juninho Paulista), mas fez o desfavor de tirar duas das minhas deusas do torneio.



Primeiro eliminou ninguém menos do que Elena Dementieva, a deusa russa de Moscow. Tremenda afronta. E depois despachou a compatriota Yanina Wickmayer, a deusa belga de Lier. Outro absurdo!



Mas como a vingança é um prato que se come frio (acho que é isso), daqui a pouco Justine será eliminada pela nada bela Nadia Petrova, a russa prima de segundo grau do nosso glorioso Shrek!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Hoje tem Bondi Samba Project



O primeiro Bondi Samba Project, no final de dezembro, foi sensacional. Mais de 700 pessoas foram ao Beach Road Hotel e fizeram uma grande festa no The Rex, lá no andar de cima. Hoje, véspera de feriado pátrio, vai encher ainda mais. Portanto, é bom chegar cedo.



A festa, organizada pela Fibra, será das 20h à meia-noite, a entrada é grátis e mais uma vez tocará o Samba Australia com participações especiais do Andrezinho e do grande Geléia, a maior revelação da música tupiniquim no terceiro continente à sua escolha. Apareçam!



E pra quem não sabe o que se comemora amanhã no Australia Day, aclique aqui e entenda a origem do porre cívico!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Churrasco & BBQ - Diferença entre Brasil e Austrália

Matéria publicada na edição 8 da Radar Magazine.

Oferecimento: Barbiecrew (meu anunciante aqui do lado). Pensou em fazer churrasco com cortes brasileiro na Austrália, liga pra eles!



Brasileiros e australianos têm algumas paixões em comum. Uma delas é o churrasco, por aqui também conhecido como barbecue, barbie ou BBQ. Tanto no Brasil quanto na Austrália, assar uma carne no final de semana é um hábito para socializar com a família, os amigos e até com as pessoas do trabalho. Mas se no Brasil os hábitos mudam de região para região, entre os dois países as diferenças são ainda maiores.

Por ordem de importância, a santíssima trindade do churrasco brasileiro traz cerveja, carne e futebol. Churrasco com quantidades industriais de cerveja e apenas uma peça de picanha é normal. Já churrasco com toneladas de picanha e apenas uma garrafa de cerveja é inadmissível. E o futebol, claro, é sempre a melhor desculpa para juntar os amigos e assar uma carninha.



Na Austrália, a santíssima trindade traz esporte, carne e cerveja. Segundo o australiano Todd Ollivier, ex-jogador profissional de rugby, quando se marca um churrasco na Austrália, muitas vezes é para assistir a algum esporte ou mesmo jogar. “Aqui, quando o churrasco é numa casa com quintal ou parque, a gente sempre joga críquete ou rugby.” E isso tem muito a ver com uma das características mais marcantes e atraentes do estilo de vida australiano: a vida ao ar livre, especialmente nas estações mais quentes do ano.

No Brasil, em geral os churrascos são realizados em casas, prédios e chácaras. Ou seja, lugares particulares. Na Austrália, além das casas e dos apartamentos - que tradicionalmente têm churrasqueira na varanda –, as áreas mais comuns são locais públicos como parques e praias. Muitos deles têm churrasqueiras que podem ser usadas gratuitamente ou através de moedas, ou então pode-se levar a própria.



No fogo
O churrasco nada mais é do que o cozimento de uma carne sobre o calor do fogo. Apesar da simplicidade, ele varia bastante nos dois países. A começar pelas churrasqueiras. No Brasil, as mais usadas são de tijolo ou de aço, com grelha e/ou espetos, e funcionam à base de carvão mineral ou lenha. Na Austrália, a mais comum é à gás, seguida pelas elétricas e de carvão sintético, que ao contrário do carvão mineral, confere um sabor não muito agradável à comida.

A churrasqueira do australiano recebe basicamente linguiças. A exemplo do Brasil, o churrasco daqui também varia de região para região, mas de maneira geral, o mais comum é colocar diversas linguiças de uma vez, cortar alguns pães e talvez assar algumas rodelas de cebola. Para acompanhar, molho de tomate (o nosso cat-chup) e de churrasco (barbecue sauce). Também entram com frequência carnes bovinas como blade e rump, de carneiro e porco, sempre cortadas em filés ou pedaços, além de vegetais e camarões.



O churrasco australiano, no Brasil, seria uma espécie de aperitivo. Tércio Raddatz, chef gaúcho radicado há 6 anos na Austrália, explica: “No Brasil, a gente começa com linguiças, costelinha de porco e asinhas e coração de frango, e depois vamos para picanha, alcatra e maminha, sempre assando a peça inteira, com gordura e tudo. De acompanhamento, maionese, salada, farofa, pão e vinagrete”. Para Tércio, o fator preponderante que difere os dois churrascos é a temperatura de cozimento.

“Nas churrasqueiras daqui, à gás ou elétricas, não dá para usar a peça inteira em função do aquecimento, que é bem menor. Levaria horas para qualquer carne ficar pronta. Por isso os australianos usam pedaços bem finos, tipo cutlets e chops. Coisa de três, quatro minutos e está pronto. No Brasil, o fogo é muito mais forte, a lenha e o carvão proporcionam temperaturas muito mais elevadas, permitindo assarmos peças inteiras. Ainda mais que usamos sal grosso, que protege a carne do calor”, explica o chef.

E se o assunto é tempo, nada mais pontual do que o churrasco australiano, que tem hora pra começar e terminar. Eles chegam no horário, tomam cerveja, vinho e outros drinks, praticam esporte e colocam tudo para assar de uma vez. Depois que comem, recolhem e vão embora. O brasileiro é diferente. Se marca ao meio-dia, começa a chegar às duas. Inicia com cerveja, caipirinha e vai beliscando. As melhores carnes só começam a sair no final da tarde. Quando acabam, uns vão embora, mas a maioria fica, pois ainda tem cerveja. A noite avança e a cerveja diminui. Mais gente se manda. Ao perceberem que restam apenas duas latas, alguém passa o chapéu, recolhe dinheiro, compra mais cerveja e a “diretoria” fica até terminar a última. Churrasco, no Brasil, sempre acaba em cervejada.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Summer Connection no Coogee Bay Hotel



Amanhã, sexta-feira (22/jan), no Coogee Bay Hotel (Selinas), vai rolar a Summer Connection, a primeira grande festa Brazil/Australia de 2010.

Marcada para às 21h, o primeiro a subir no palco será Ziggy & Wild Drums. O Ziggy, pra quem não sabe, é o fundador do Acústico Reggae, banda que fez e ainda faz muito sucesso em Porto Alegre. Já os Wild Drums são um guitarrista kiwi e dois australianos que, juntos, fazem um dos melhores reggaes de Sydney.



Na sequência tem Kid Mac, o australiano filho de brasileiros (na verdade, do grande Macário) que quebra absolutamente tudo. O cara faz um rap e um hip hop de primeira, tem influência de música brasileira e vem com a banda toda. Son-zei-ra, como podem ver abaixo!




Fechando a noite, ninguém menos do que Mad Professor, DJ britânico que fisicamente é uma mistura de Tio Carlinhos (da rua) com Quincy Jones e é conhecido como o rei do Dub.

Cunhece!!!



Pra garantir o seu ingresso a $15, passe até às 17h em uma das agências da Ozzy Study Brazil. Aproveite, pois na porta estará $25.