Mostrando postagens com marcador futebol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador futebol. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Uruguai campeão!


A defesa é uma muralha, o meio de campo pegador e na frente estão dois dos atacantes mais talentosos do mundo. O time joga sério do primeiro ao último segundo, tem fome de bola e um amor pelo uniforme que é raro no esporte moderno. Já do lado de fora, um técnico discreto e avesso a badalação que não passa o jogo esperneando para as câmeras.


Jogando num esquema tático que resulta em pelo menos dois jogadores em cada bola, hoje o Uruguai é a melhor seleção da América do Sul. E não somente porque conquistou com todos os méritos a Copa América e foi o quarto colocado da última Copa do Mundo, mas por ser a equipe mais equilibrada e aguerrida (leia-se com cojones de sobra) do continente, que ainda conta com craques que de fato decidem.


A lição para o Brasil é um clichezaço, mas é a mais pura verdade. Na África do Sul, Espanha e Holanda, que nunca haviam ganho um Mundial, fizeram a final, com Alemanha e Uruguai vindo atrás. Agora, além de Uruguai e Paraguai, também ficaram entre os quatro primeiros Perú e Venezuela. Ou seja, a geografia do futebol está mudando, o que significa que nome e camisa não ganham mais jogo. Podem pesar, mas não garantem os três pontos.


Se essa nova geração que está mais preocupada com o corte de cabelo não abrir o olho, a chance de um novo Maracnazzo em 2014 é do tamanho do Maracanã.


Parabéns, Celeste, com direito a um legítimo assado uruguayo do pai com um Tannazão da Don Pascual!

Curtiu o post? Dê um like no Facebook!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Bizarrice futebolística

Incrível como, independentemente de ser os Socceroos ou as Matildes, certas bizarrices só acontecem com o futebol australiano.


Esta aconteceu ontem à noite, na Alemanha, em partida válida pela Copa do Mundo Feminino, entre Austrália e Guiné Equatorial. As Matildas venceram por 3 a 2, seguem vivas e, por sorte, não dependeram deste escandaloso pênalti não marcado para ganhar.

Curtiu o post? Dê um like no Facebook!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Canarinhos, Dione, Brazilian Night e Bizarrice

Redação/quarto aberto para anunciar que, pelos cálculos iniciais, o Sydney Brazilan Social Club vai doar $633 para o Let's Help Dione, dinheiro arrecadado ontem durante a participação dos Canarinhos na festa junina do Bracca.


Tendo em vista que a maior parte da receita viria da venda de steaks, não duvido que a Austrália inicie hoje mais uma crise bovina. Tremendo trabalho dos Canários!


E nesta sexta, primeiro de julho, no Coogee Diggers RSL (aquele mesmo do Nicolas e do Dudu, na esquina da Car com a Byron St), acontece a Let's Help Dione - Brazilian Night com apresentação do Samba Australia, Faiscada e Rafaela Nardi.

A festa beneficente começa às 18h30 e o dinheiro da entrada ($10) será doado para ajudar a Dione Schaaf na luta contra o câncer. Portanto, um: vá! Dois: não peça para entrar na faixa!

Já que citei os Canários, vamos de futebol!

Em 2009, quando eles disputavam torneio no Centennial Park, tivemos alguns momentos memoráveis como a travessia de um notório veterano que, munido de cachecol vermelho, jaqueta de couro italiana, sapato também italiano e alguns remedinhos no organismo, não percecebeu que a bola estava rolando e não apenas cruzou o gramado como desabou nele. O jogo foi paralizado e ele, que nem jogava, expulso.


Mas nada que se compare ao Old Hill Wanderers, time provavelmente de irlandeses que joga a divisão amadora da Austrália e teve um jogador expulso por usar piercing no pênis. É verdade!

O pior foi o juizão que, desconfiado, não teve dúvida. Fez o jogador ir até o vestiário para averiguação e, assim que confirmada a suspeita, mandou o cara de volta para o chuveiro.

Curtiu o post? Dê um like no Facebook!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Redação aberta - Canarinhos, Dione, Censo e Tripppin

Redação escancarada, vamos lá!

Os Canarinhos, brasileiros que jogam futebol todo domingo há quase 40 anos, em Sydney, anunciaram que vão doar $2.50 de cada steak vendido durante a festa junina do Bracca, que acontece em 26 de junho, em Marrickville, para a "Let's Help Dione".


Isso mesmo! O prato vai custar $7.50 e 33.333333333333% (a chamada dízima periódica) será revertido para ajudar a batalha da brasileira Dione Schaaf contra o câncer.

Batalha essa que está indo muito bem. A cirurgia realizada na quarta-feira passada foi um grande sucesso e agora ela se prepara para as sessões de quimio.

Sensibilizados, os brasileiros daqui do baixo clero têm se mobilizado e levantado fundos.


O garage sales, por exemplo, ocorrido há dois sábados, arrecadou cerca de $2.500. Doze amigos da Dione estão fazendo uma corrente na qual, toda semana, alguém deposita uma grana. Uma igreja fez um jantar beneficente e também arrecadou. Em primeiro de julho, o grande Nicolas, head chef do RSL de Coogee, fará no Diggers evento com samba ao vivo e outras atrações com lucro em prol da Dione (trago mais informações em breve). E assim vai...

Aliás, aproveitando que na festa junina haverá grande concentração de brasileiros e empresas brasileiras, outras ações poderiam ser feitas para ajudá-la (com a permissão do Bracca, claro). Quem sabe uma arrecadação de golden coins ou algo do tipo.


Já que o assunto é brasileiro, seguem dados fresquinhos divulgados hoje pelo Australian Bureau of Statistics sobre a origem da população que vive na Austrália.

Meus destaques:

- 25% das pessoas que vivem no país nasceram no exterior.
- O Brasil não aparece nem no top 25. Como sempre falo, não fazemos cócegas, mas quem sabe, após o Censo desse ano, teremos uma noção melhor do que representamos.

Austrália 15.607.815
Reino Unido 1.141.041
Nova Zelândia 445.097
China (não inclui SARs e Taiwan) 259.177
Itália 227.334
Vietnã 185.455
Índia 180.133
Filipinas 140.016
Grécia 133.388
Alemanha 124.436
África do Sul 120.251
Malásia 107.144
Holanda 91.541
Líbano 86.477
Hong Kong (SAR da China) 83.150
Estados Unidos 72.890
Sri Lanka 71.725
Croácia 71.328
Polônia 62.023
Coreia do Sul 60.309
Irlanda 59.482
Indonésia 59.381
Fiji 56.150
Malta 51.214
Antiga República Iugoslava da Macedônia 49.867

Total nascido fora da Austrália 5.090.065
Total nascido na Austrália20.697.880

Outro dado interessante divulgado pela ABS:

- Entre 2008 e 2009, o total líquido de estudantes (a conta é: estudantes que chegaram menos estudantes que deixaram o país) foi de 122.400, recorde absoluto que contribuiu para aumento de 27% na taxa de crescimento da população total da Austrália (e tem muita gente que desdenha de estudante e do impacto que ele tem na economia daqui). Os três países que mais mandaram estudantes foram:

1. Índia 43.000
2. China 24.700
3. Nepal 10,500

O Brasil, certamente, vem logo atrás!

Por último, mas obviamente não menos importante, segue o mais recente Tripppin do Mau Buchler, o professor brasileiro que viaja o mundo ensinando inglês enquanto surfa (não necessariamente nesta ordem).


Boa, Mau!!!

sábado, 28 de maio de 2011

Luz no final do túnel para o futebol?

Na última quarta-feira, juntei-me ao Sydney Brazilian Social Club, o popular Canarinhos, em um jantar de gala da Johnny Warren Football Foundation, evento que reuniu os principais nomes do futebol na Austrália, entre eles o técnico da seleção australiana, Holger Osieck, o apresentador Les Murray e alguns ex-Socceroos, incluindo vários que disputaram a Copa de 1974.


Em seu discurso, Les Murray mencionou a presença dos Canarinhos, citando-os como "os representantes do futebol brasileiro na Austrália", e destacando dois ex-jogadores presentes, Nélio Borges e Agenor Muniz, este último ex-Vasco que defendeu a seleção australiana nos anos 1970.

De um figurão da Football Federation Australia, ouvimos que se a FIFA realmente tirar a Copa de 2022 do Catar e reabrir o processo de escolha da sede, a Austrália automaticamente reapresentará a candidatura, porém, sem gastar mais nenhum centavo do dinheiro do contribuinte (a mesma consideração que se tem no Brasil).


Na quinta-feira, no Footy Show, programa do Channel 9 100% Rugby League que foi ao ar um dia depois do State of Origin, o jogo de maior rivalidade desse esporte, esteve presente no estúdio ninguém menos do que Tim Cahill, o melhor jogador da seleção australiana de futebol.

Fizeram as piadinhas de praxe, mas levantaram demais a bola do esporte e do próprio Cahill, o que é absolutamente atípico em qualquer canal de televisão do país que não seja a SBS. Importante: sabendo que não tem virgem na zona e nenhuma emissora dá ponto sem nó, talvez seja um bom indicador.

Agora a pouco, sábado de manhã, lendo o Sydney Morning Herald, me deparei com a manchete que jamais imaginei ver na Austrália: The game God will be watching, referência à e-p-e-t-a-c-u-l-a-r final de amanhã cedo (4h10 na SBS) entre Barcelona e Manchester United (go Messi!).


Detalhe: era o terceiro artigo esportivo mais lido do dia, atrás somente da inesperada derrota da tenista australiana Samantha Stosur, em Roland Garros, e da nova medida do governo de proibir que comentaristas esportivos incentivem os telespectadores a apostarem no decorrer dos jogos (parece pouca coisa, mas o fato é que o jogo é um câncer na sociedade australiana que paga as contas de muita gente).

E sabendo que o interesse econômico da Austrália no Brasil, através do Ministério das Relações Exteriores, é cada vez maior, e deverá crescer muito nos próximos anos, incluindo aí os efeitos causados pela Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016 - e quem sabe a Copa aqui em 2022 -, não tenho dúvida em acreditar que, sim, há luz no final do túnel para o futebol na Austrália...



Curtiu o post? Dê um like no Facebook!

sábado, 21 de maio de 2011

Copa do Mundo de 2022 na Austrália?

Até a Georgia e o Patrick, meus sobrinhos aussie-leiro-uru-croatos de dois anos e sete meses que acreditam em Papai Noel, no Coelhinho da Páscoa e no Channel Nine sabiam que a escolha do Catar para sediar a Copa do Mundo de 2022 tinha algo errado. Na verdade, tudo errado!

O Patrick comentara: Uncle Pabu, poo, poo. Enquanto a Georgia confidenciou: Uncle Plabo, totô, totô.


Semanas antes da FIFA anunciar os países que sediariam as Copas de 2018 e 2022, em dezembro do ano passado, três oficiais da entidade foram suspensos acusados de terem vendido seus votos. Às vésperas do anúncio, outros três distintos presidentes de confederações também foram denunciados. Mesmo assim, a cerimônia ocorreu normalmente e Rússia e Catar faturaram, repectivamente, o pepino (ops, o direito) de receber o Mundial em 2018 e 2022.

Nas últimas semanas, o escândalo veio à tona e foi parar no parlamento britânico, onde evidências sobre a compra de votos poderão ser mostradas nos próximos dias. Se isso acontecer, Joseph Blatter, o presidente da FIFA, confirmou que haverá novo processo para escolher a sede de 2022.

E a Austrália, que saiu totalmente frustrada da marmelada de dezembro com apenas um voto, já considera concorrer novamente, conforme afirmou ontem à noite o ministro dos esportes Mark Arbib.



Poucos países no mundo possuem infra-estrutura tão boa e situações econômica e política tão estáveis para sediar uma Copa como a Austrália. Claro, é necessário fazer investimentos, injetar dinheiro em transporte, nos estádios etc, mas a coisa aqui está muito mais avançada do que, por exemplo, o Brasil, que sediará em exatos 3 anos e ainda nem sabe onde será a partida de abertura.

E para boa parte da imprensa australiana, que é contra o futebol, e para os ogros de plantão que trabalham contra o football por aqui, let the game come!

Curtiu o post? Dê um like no Facebook!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Entrevista Les Murray

Entrevista publicada na edição 15 (março/2011) da Radar Magazine.

“Garrincha é a alma do futebol”

A frase é do homem que é a cara e a voz do futebol na Austrália, Les Murray, apresentador e comentarista com sete Copas do Mundo na bagagem e três décadas de SBS Television. Nascido na Hungria e vivendo na Austrália desde 1957, Murray fala sobre o futebol no país, faz revelações e não tem dúvida de quem foi o melhor entre Pelé e Maradona.

Na Copa de 2010, os dois principais jogadores da Austrália foram expulsos nos dois primeiros jogos. Se eles estivessem vestindo a camisa do Brasil, da Argentina ou da Itália, a decisão do árbitro teria sido a mesma?
Não sei. A expulsão do Tim Cahill foi boba e a do Harry Kewell foi falta de sorte, pois para ser marcado mão na bola é preciso ter a intenção, não pode ser acidental, e além disso ele estava com o braço junto ao corpo. Portanto, é questionável. Mas não é possível perder Cahill e Kewell nos dois primeiros jogos e sobreviver.

Além das expulsões, quais foram os principais erros da Austrália no Mundial?
Más decisões do técnico Pim Verbeeck no primeiro jogo (contra a Alemanha). Pim Verbeeck não entendeu a mentalidade australiana, que é muito diferente da europeia, por exemplo. Você não pode falar para um jogador australiano que ele não é bom o suficiente para vencer a Alemanha, pois ele acredita que pode. Você tira a força mental dele. Gus Hiddink, o técnico anterior, compreendeu isso e foi pra cima do Brasil na Copa de 2006. Tudo bem, a Austrália perdeu por 2 a 0, mas dominou a maior parte do jogo. Eles não eram defensivos. Já Verbeeck armou o time com dez jogadores dentro da área e eles se revoltaram no vestiário, não queriam ir para o jogo, precisou um oficial da FIFA bater na porta e avisar que era hora de ir, senão perderiam a partida. Os jogadores estavam totalmente confusos.

Qual é o estilo do futebol da Austrália e para onde deve olhar?
A Austrália é um país multicultural e isso é bom, pois você tem garotos que nascem na Austrália, crescem aqui mas são filhos de pais croatas, por exemplo, portanto, recebem influências dos dois países que, combinadas, podem ser muito fortes. O estilo australiano, de vez em quando, precisa de correções, e a melhor maneira é espelhando nos melhores da época. Por muitas décadas nós tivemos a influência britânica, mas não precisamos dela. Nós já temos a mentalidade britânica, somos fortes, durões, altos, por que precisamos da influência britânica? Não temos a técnica, nosso controle de bola é ruim, precisamos de coisas que não temos.

A audiência do futebol na Austrália, tanto na televisão quanto nos estádios, vem crescendo. Quais são as principais razões?
O interesse aumentou muito depois da Copa de 2006. Mas em 2002, quando a Austrália não disputou a Copa, 15 milhões de australianos assistiram ao Mundial. A principal razão é a globalização. Há 30 anos, não havia transmissão na tv, artigos nos jornais, nada, apenas os imigrantes seguiam. Com a globalização, nós tivemos que ficar por dentro do que o restante do mundo fazia e jogava. E os australianos, primeiramente na SBS e depois na tv paga e na internet, começaram a acompanhar o futebol assistindo o melhor do mundo através dos campeonatos inglês, espanhol, italiano e brasileiro. Eles passaram a apreciar e achar que deveriam ser bons também no futebol. Em 2005, quando a Austrália se classificou para a Copa de 2006 ao vencer o Uruguai (em Sydney, nos pênaltis), esse país simplesmente explodiu. Nunca tivemos nada parecido. Havia um sentimento de okay, somos bons no rugby, no críquete, no golf, mas quem se importa? Esse é o esporte que todo mundo realmente se interessa. Foi muito importante para os australianos terem voltado à Copa do Mundo. Agora, provavelmente se classificará para todas e o sonho passa a ser vencê-la um dia. Não será hoje, nem amanhã, mas esse deve ser o sonho.

Falando em sonho, para você, que é um entusiasta do futebol brasileiro, o que pensa sobre cobrir a Copa no “país do futebol”?
Acho que será a minha última Copa do Mundo como profissional de tv, portanto, seria um encerramento brilhante para uma carreira. É um dos meus países e culturas preferidas, seria perfeito.

O futebol na Austrália está no caminho certo?
Muitas coisas precisam ser acertadas. A principal é o desenvolvimento técnico, o que é devagar e leva tempo. O futebol organizado começa muito cedo, antes dos seis anos de idade. Os garotos são colocados em times e tratados como pequenos soldados, eles não têm o futebol de rua, onde simplesmente pegam a bola e jogam, como na América do Sul, na África e em outros lugares. O garoto é escalado de zagueiro e não lhe é permitido sair daquela posição, driblar, nada, isso é muito agressivo e essa cultura precisa mudar, começando nos subúrbios. Outra coisa, a Football Federation Australia investe muito dinheiro no futebol, mas apenas nos jogadores de elite. Se hoje cerca de um milhão de pessoas jogam futebol na Austrália, menos de mil são de elite. E o restante? E os garotos aborígenes, que não podem comprar um par de chuteiras e possuem talento nato? AFL e Rugby League pegam eles, o futebol não, e isso é um erro. Um dos meus sonhos é ver, antes de eu morrer, o primeiro jogador aborígene de futebol milionário, como Harry Kewell ou Tim Cahill.

Quem foi melhor, Pelé ou Maradona?
Pra mim, Maradona. Uma das razões é porque mal vi o Pelé jogar. Eu era muito novo e só pude vê-lo mesmo quando estava se aposentando, no Cosmos de Nova York. Não pude vê-lo no auge, jogando pelo Santos, acompanhando semanalmente. Já o Maradona assisti em quatro Mundiais e foi o melhor que vi. Outra diferença é que o Pelé sempre jogou com grandes jogadores, seja no Santos ou na Seleção Brasileira, Maradona raramente tinha bons atacantes ao lado, a maioria era fraco, e ele sempre liderava o time, era o capitão e obteve grandes conquistas sem ter os melhores ao lado.



Quem é o seu grande ídolo no futebol?
Meu grande ídolo, meu ídolo espiritual no futebol é o Mané Garrincha, que representava a verdadeira essência do futebol, o futebol de rua, aquele que ele jogou até a morte. Figura trágica, mas por isso é tão amado. Me disseram que no Brasil Pelé é admirado, enquanto Garrincha é amado. Acredito nisso. Quando estive no Rio, fui até Pau Grande, cidade onde nasceu, visitei a casa em que ele cresceu e o túmulo. Foi uma busca particular minha pela alma do futebol, e é isso o que ele significa pra mim, Garrincha é a alma do futebol.

LIKE

quinta-feira, 31 de março de 2011

Alemanha 1 x 2 Austrália - Covardia 0

Na edição da Radar Magazine que está nas ruas, entrevistei ninguém menos do que o grande Les Murray, também conhecido como Mr. Football, o homem que é a cara do futebol na Austrália. Trabalhando há 30 anos na SBS Television e com sete Copas do Mundo no currículo, perguntei a ele quais foram os principais erros da seleção australiana na Copa da África do Sul, disputada no ano passado, e ele respondeu:


Más decisões do técnico Pim Verbeeck no primeiro jogo (contra a Alemanha). Pim Verbeeck não entendeu a mentalidade australiana, que é muito diferente da europeia, por exemplo. Você não pode falar para um jogador australiano que ele não é bom o suficiente para vencer a Alemanha, pois ele acredita que pode. Você tira a força mental dele. Gus Hiddink, o técnico anterior, compreendeu isso e foi pra cima do Brasil na Copa de 2006. Tudo bem, a Austrália perdeu por 2 a 0, mas dominou a maior parte do jogo. Eles não eram defensivos. Já Verbeeck armou o time com dez jogadores dentro da área e eles se revoltaram no vestiário, não queriam ir para o jogo, precisou um oficial da FIFA bater na porta e avisar que era hora de ir, senão perderiam a partida. Os jogadores estavam totalmente confusos.

Ontem, Austrália e Alemanha se enfrentaram pela primeira vez desde o chocolate de 4 a 0 em Durban. Antes do plério, Holger Osieck, técnico da Austrália nascido na Alemanha, disse que os Socceroos entrariam em campo para vencer - postura totalmente diferente do covarde Verbeeck.


Jogando na Alemanha, os Socceroos sofreram gol de Mario Gómez (o jogador, não o ator) aos 26 minutos do primeiro tempo, empataram com um belíssimo gol de Carney aos 16 do segundo e viraram 3 minutos depois com um pênalti pessimamente batido pelo lateral Wilkshire, alcançando a primeira vitória australiana na história diante da Alemanha.

Les Murray, claro, matou a charada como poucos, enquanto Holger Osieck mostrou que está conduzindo os Socceroos no caminho certo. Com Brasil 2014 como objetivo principal, tudo o que tenho a dizer é "abaixo a covardia, vamos jogar futebol". E isso serve pra todo mundo!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Domingo no Parque - Sunshine Cup

Ontem foi dia de ignorar a garoa, esquecer a chuva e passar a tarde no Centennial Park, onde aconteceu a Sunshine Cup, torneio de futebol com verba destinada ao Leandro Barata. Os jogos foram disputados no Brazilian Fields, o campo onde todo santo domingo, há décadas, os Canarinhos jogam sua sagrada pelada. Antes de mais nada, um obrigado ao Sydney Brazilian Social Club, aos inestimáveis patrocinadores e...


... ao Rodrigo, o cara que fez o possível e o impossível para a Sunshine Cup acontecer.


Com oito equipes, o regulamento foi simples: quatro jogos na primeira fase, os vencedores fazendo a semifinal e os dois que sobrarem disputando a final. Jogos de 20 chuvosos munutos por 20 encharcados minutos. Os favoritos eram os Canarinhos, que tinham o melhor elenco no papel, jogavam em casa, no Ninho dos Canários, com o apoio da torcida e sob os olhares da diretoria, incluindo Dinamite Zé das Medalhas, que veio direto do Roque Santeiro e já dava como certa a conquista.


Ele só não esperava que Erick Teixeira, o Euriquinho, também conhecido como professor Paixão, patrocinador deste blog e manager/técnico da AcademiesAustralasia FC estava decidido a ser campeão. E após algumas goleadas e partidas mais apertadas, a grande final foi justamente entre os Canários e a Academies.


Do lado dos Canários, Guilherme, como sempre, ditava o ritmo do time enquanto Fabio Ceni fechava o gol, Daniel e Banana tiravam tudo lá atrás, Balu era o balanço da meia-cancha, Ronaldo caía pela direita, Pablo fazia graça pela esquerda e ninguém fechava pelo meio. Era o fator Marcone que mudaria a história da partida.



Do lado da Academies, professor Paixão armou o time fechadinho, com apenas um atacante, mas com um banco de reservas que fez a diferença (até porquê era o único time que tinha mais jogadores na reserva do que em campo). Apoiado no entrosamento da dupla Beto e Betinho, na segurança de Junião, no bom goleiro William, na visão de jogo de Osmar, no ritmo de Rafael Hora, no toque de bola e velocidade de Davi, na habilidade de Marcelo e no bom futebol de Caio, Marcio e Renato, a Academies estava redonda.


Os Canários abriram o placar com Balu e viram a Academies empatar com Betinho de cabeça (sim, de cabeça). O jogo estava morno, até que Marcone foi para o campo e em seu primeiro lance foi derrubado pelo arqueiro adversário. Penalidade máxima convertida por Guilherme. A partir daí o jogo esquentou e alguns jogadores só não foram mandados para o chuveiro pelo fraco árbitro porque não havia chuveiro. Quando tudo parecia que o troféu ficaria no Ninho dos Canários, a Academies igualou, levando a decisão para os pênaltis.


Em cobranças alternadas eliminatórias, mesmo com Fabio Ceni debaixo da trave, a Academies levou a melhor e faturou a primeira edição da Sunshine Cup, com professor Paixão recebendo boa parte dos méritos pela conquista.





O personagem Apesar da festa mais do que merecida de Erick, o grande personagem da tarde foi mesmo o lendário goleiro Sergio Steve Martin Potumati, o Sergião. Em duelo ainda na primeira fase, ele defendeu o pênalti de Vinicius, levando o seu time para a semifinal do torneio.



Mais! Este foi o centésimo pênalti defendido na carreira, o que o fez ganhar a taça "Rogério Ceni daqui há 30 anos", que habita o Centennial Park. Muito pesada e com o restante do pessoal mais preocupado em comer churrasco e tomar cerveja (não necessariamente nessa ordem), Sergião optou por deixá-la por lá mesmo.


Fez bem, pois iluminado que só ele, foi agraciado com potes e mais potes de ouro, cortesia dos gnomos, duendes e leprechaus que residem no parque. Sergião até pediu a camiseta empresatada para um deles e registrou o momento em que abasteciam seu porta-malas.


A denúncia Porém, nem tudo foram flores na Sunshine Cup. Abaixo segue o momento exato em que o juiz recebe das mãos do professor Euriquinho Teixeira a mala recheada de dólares. Pela lisura da comunidade, proponho a abertura imediata da CPI da mala bege com listras brancas que, em hipótese alguma, poderá ter o professor Paixão como relator ou membro.



Resultados finais Information Planet 1 x 5 Canarinhos; Stay Global 0 x 1 Oi Exchange; Student World 2 x 2 Power Guidos (2x3 nos pênaltis); Australasia 4 x 0 ABCC; Canarinhos 8 x 1 Oi Exchange; Power Guidos 0 x 1 Australasia; Canarinhos 2 x 2 Australasia (3 x 4 nos pênaltis). Agradecimento especial: Gel e Chicão por todo o apoio e palavras no final.

domingo, 27 de março de 2011

Cem comentários!


Sunshine Cup para o Leandro Barata hoje

Apesar do tempo nublado, daqui a pouco seguiremos em massa para o Centennial Park, onde daqui a pouco acontece a Sunshine Cup - A day to raise hope and money for Barata.

Passe lá para tomar uma cerveja com a gente, comer um churrasco, ver meia-dúzia de perna-de-pau fazer golaços e lambanças e, acima de tudo, ajudar a arrecadar dinheiro para o Leandro Barata.

Para mais informações sobre o evento, clique aqui ou desça dois posts para baixo.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Sunshine Cup - Leandro Barata e Miguel Nicolelis

A ideia inicial era um torneio para arrecadar fundos para as vítimas das enchentes de Queensland e do deslizamento no Rio. Mas sem data em fevereiro, o Sydney Brazilian Social Club, o popular Canarinhos, acabou mudando o destino da doação, porém mantendo o espírito.

Conforme vocês acompanharam nas últimas semanas, desde que o Bondi Rescue exibiu o episódio em que resgataram o Leandro Barata, o assunto voltou com tudo, incluindo matéria sobre ele no Channel 10 na véspera do embarque para o Brasil (aqui).



Com isso, a Sunshine Cup, que seria "a day to raise hope and money for QLD & Rio", passa a ser "a day to raise hope and money for Barata".

Money
O evento acontece neste domingo, 27 de março, no Brazilians Fields, o campo 7 do Centennial Park, em Sydney, também conhecido como "Ninho dos Canários". Serão 8 times de 7 jogadores disputando partidas de 40 minutos (20 por 20). Os primeiros jogos começam às 10h e a grande final será às 15h30 (clique aqui para ver a tabela completa). Enquanto isso, nos arredores rolará churrasco, cerveja, refrigerante, música e muito mais. A festa vai até às 17h, está todo mundo convidado e a entrada é grátis!

Para os jogadores, prêmios especiais - um oferecimento dos amáveis patrocinadores (Go Australasia!). E cobertos os custos do clube, todo o lucro será depositado na conta aberta especialmente para o Leandro (para doar, é só clicar no banner ao lado).

Mas como o próprio nome diz, além de money, também estamos falando de hope, e esses dias li algo fantástico sobre um brasileiro que talvez possa fazer não apenas o Leandro, mas milhares de pessoas que se encontram na mesma situação voltar a andar.



Hope
O nome dele é Miguel Nicolelis, cientista brasileiro que no ano passado ganhou o cobiçado prêmio de US$2,5 milhões do National Institutes of Health, dos Estados Unidos, para continuar suas pesquisas sobre o funcionamento do sistema nervoso e a interação entre o cérebro e a máquina.

Nicolelis e sua equipe foram os primeiros no mundo a descobrirem as bases neurais de instalação do Mal de Parkinson e têm trabalhado em uma interface cérebro-máquina que liga os neurônios diretamente com os nervos, sem precisar passar pela medula.

Simplificando ao extremo a explicação (com todo respeito à Nossa Senhora da Ciência), o que ele fez foi implantar eletrodos no cérebro de pacientes com o Mal de Parkinson para registrar como se processam as informações sobre a produção de certos movimentos. Com os dados, eles decodificaram os comandos contidos na atividade elétrica dos neurônios associados a esses movimentos.

Depois, ao instalar no cérebro um eletrodo com as informações, digamos, corretas dos movimentos, e um chip para captar os sinais, estes estímulos são convertidos em comandos digitais e captados, como aconteceu com a macaca Aurora, cobaia usada pela equipe de Nicolelis na Universidade da Carolina do Norte, que moveu um braço robótico apenas com o estímulo do pensamento. Se as pesquisas avançarem conforme prevê o brasileiro, essa tecnologia poderá, um dia, possibilitar que um tetraplégico volte a andar.

Paulistano que passa a maior parte do tempo entre os Estados Unidos e a Europa, Miguel Nicolelis também é diretor-científico do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS), no Rio Grande do Norte, que, segundo o próprio, faz “o uso da ciência como um agente de transformação social” e já se tornou referência mundial de pesquisa biomédica. Para conhecer mais sobre o trabalho desse brasileiro que não tem a popularidade de um Big Bother, mas é um dos maiores gênios da ciência moderna, clique aqui.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Força, Godói!

Entre 1995 e 96, quando morei em São José do Rio Preto, cidade que amo no interior de São Paulo, tive como colega de faculdade Oscar Roberto Godói. Estudávamos jornalismo, eu estava começando a carreira no jornal A Notícia, enquanto ele já era um dos principais árbitros de futebol do país, à época em pleno imbróglio com o então zagueiro do São Paulo, Junior Baiano, que o acusara de apitar bêbado. Detalhe: ele não bebia. A ideia do Godói era simples, como estava na casa dos 40, foi para a faculdade se preparar para uma nova profissão.

Pessoalmente, o cara sempre foi muito gente fina e engraçado, mas sempre com aquele estilo direto e rude, que o caracterizou no futebol e, principalmente, na televisão. Goste ou não do jeito que ele apitava, dos comentários que faz (cansei de discordar do que ele falava e, em uma certa declaração sobre o Telê Santana, quase liguei na emissora pra tirar satisfação), no fundo, estamos falando apenas de futebol, a coisa mais importante das menos importantes, como diz seu companheiro Milton Neves.

Não vou entrar na questão da violência no Brasil, um dos motivos que me motivou a vir pra cá, para os xiitas daqui e de lá não começarem a me atacar, pois não é ocasião para polêmica. Só quero manifestar a minha solidariedade ao ex-companheiro de classe que durante dois anos sempre tirava onda de mim porque eu só usava bermuda, jamais jeans; e nos anos seguintes, toda vez que nos encontrávamos por acaso, sempre era extremamente simpático.

Força, Godói!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ra-nal-do



O 9 vai, mas o 10 continua!

Ranaldo, ao lado de Romário, Careca, Van Basten e Hugo Mariutti, o melhor camisa 9 que vi jogar.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Convocação Jamberoo, Doação Rio e Fanfarra Fiji

Johnny Warren foi um dos maiores jogadores de futebol da Austrália. Ex-capitão dos Socceroos, ele também se tornou um dos principais comentaristas, deixando sua marca na SBS. Polêmico e idealista, sempre lutou para o esporte ser chamado de football na Austrália, e não soccer, e foi um dos responsáveis pela criação da A-League.



Apaixonado pelo Brasil e pelo futebol brasileiro, Warren era frequentador do Brazilian Fields no Centennial Park, em Sydney, onde aos domingos os brasileiros dos Canarinhos se juntam para jogar uma pelada. O ex-capitão morreu em 2004, vítima de câncer, mas os laços entre ele, a família e os Canários continuam.

Todo ano, em Jamberoo (ao sul de Sydney, pouco depois de Wollongong), onde alguns familiares vivem, acontece o Johnny Warren Memorial Cup. Este ano a competição será nos dias 4, 5 e 6 de fevereiro, e os Canarinhos, claro, vão mandar um time, talvez dois. Além da competição e das homenagens, rola muita festa por lá.

Se você conhece os caras e quer participar, clique neste link para a página no Facebook e entre em contato.

Gel, Banana e cia, se não ganharem este ano, vai ter protesto da torcida na chegada no aeroporto (ops, na Central Station).



Mudando um pouco de assunto, para quem está no Brasil e deseja doar produtos de higiene e alimentos não-perecíveis para as vítimas das enxurradas do Rio, a Ozzy Study Brazil, empresa para qual trabalho, lançou a campanha Ozzy Rio - De Braços Abertos.

Em 12 de fevereiro a Ozzy abrirá a primeira agência no Rio e, por tratar-se de um momento delicado, todas as demais agências resolveram se mobilizar e estão recebendo doações para encaminharem ao Rio de Janeiro. Sendo assim, para quem deseja doar, basta ir a uma das 7 agências da Ozzy no país (São Paulo, Campinas, Brasília, Curitiba, Floripa, Porto Alegre e Santa Maria). Caso esteja na Austrália, avise seus amigos e familiares. Clique aqui para ver todos os endereços.



E graças à dedicação do amigo e irmão musical, Júlio Araújo, e da mulher, Amanda Xavier, a designer do meu cartão de visitas, na última semana o blog teve uma presença espiritual em Fiji, como podem ver neste esforço herculano e fanfarrônico do casal.





quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Últimas e curtas da "redação"

Em clima de redação, já que agora estou com cafeteira nova e rádio-relógio no quarto, o que promoveu o recinto de escritório para redação, vamos às últimas:



Em partida disputada no estádio Jassim Bin Hamad, o popular Hamadão, em Doha, a Austrália venceu nessa madrugada o Bahrain por 1 a 0, gol do volante Mile Jedinak (de novo), e terminou a primeira fase do grupo C da Asian Cup na liderança. Coreia do Sul ficou em segundo. No domingo, os Socceroos enfrentam o segundo colocado do grupo D, que poderá ser Iraque, Emirados Árabes ou Coreia do Norte. Meu palpite? Iraque!

Também na madrugada, o tenista argentino Aracy Nalbandian, ops, David Nalbandian, venceu o australiano mais mala do terceiro continente à sua escolha, Lleyton Hewitt, por 3 sets a 2, num jogo fantástico que terminou com um lobby épico após um ponto mesopotâmico. Ufa! Resultado: minha manhã de trabalho foi arruinada, uma vez que para me manter acordado após a meia-noite, passei a transitar entre o resto de um Merlot da geladeira, duas Tooheys New e um cafezinho.



A decepção de ontem ficou por conta do nosso glorioso Marcos Daniel, o tenista brasileiro com nome de cantor sertanejo que foi a grande piada do dia ao abandonar o jogo contra o apache Rafael Nadal. Parciais de 6 a 0 no primeiro set, 5 a 0 no segundo e provavelmente 10 a 0 se permanecesse no terceiro. Ver-go-nha!

Neste exato momento, Fernando Verdasco, que perdia por 2 sets a 1 e chegou a ter match point contra, conseguiu defendê-lo, venceu o set igualando em 2 a 2 e agora vai com tudo pra cima do sérvio Tipsarevic. Sou Verdáco, como nós, espanhois, pronunciamos.

Hoje à noite, a partir das 19h, a australiana nascida na Sérvia de pai maluco, Jelena Dokic, enfrenta a tcheca Barbora Zahlavova Strycova. Jogo difícil pra ela e muito mais complicado para o locutor, que precisará pronunciar Barbora Zahlavova Strycova pelo menos 978 vezes.

Na sequência, Roger Federer enfrenta o francês Gilles Simon. Jogaço que, para compensar a ausência do Merlot e das Tooheys geladas de ontem, espero que o Federer liquide a fatura até às 22h.

Por último e absolutamente menos importante, hoje o Channel 10 começa a exibir Oprah's Ultimate Australian Adventure, série de cinco programas que vai até domingo. A pergunta que não se cala, é:

Quantas vezes ouviremos "Ai lóv Óuustrélia!!!"?




E só para não perder as últimas do Brasil, vamos a três notícias do Terra:

Primeira eliminada, Ariadna revela que é transexual

Ariadna? Pelo jeito, a troca de sexo não foi a única decisão difícil na vida da moça/moço. Fico imaginando no cartório: Adriana, Ariana, Andrea, Adria... hummm

**

Comparado a Maradona, Neymar se diz lisonjeado e espera assédio

Até o Daniel Ortega já foi comparado ao Maradona, portanto, "menas".

**

Meia diz que rejeitou Vasco por não ser "das maiores equipes"

Qual é o nome do meia, Ricky Gervais? Gênio!